Preço das casas sobe 6% ao ano até 2022

Ana Tavares |
Preço das casas sobe 6% ao ano até 2022

 

É o que revela o mais recente Portuguese Housing Market Survey (PHMS) de novembro, inquérito que reflete a confiança e expetativas do setor imobiliário, realizado mensalmente pelo RICS e pela Confidencial Imobiliário.

Segundo o relatório, a escassez de oferta e uma procura crescente são os principais fatores de limitação da atividade transacional e para a pressão sobre a subida dos preços. Ricardo Guimarães, diretor da Ci, explica que «esta é a preocupação de quase todos os mediadores que participam no inquérito e é algo que se verifica quer no mercado de compra e venda quer no de arrendamento. Contudo, os últimos números apontam para um forte aumento dos novos projetos residenciais em pipeline», alerta este responsável.

Precisa que «em termos homólogos, verificou-se uma taxa de crescimento de 66% nos projetos habitacionais em licenciamento na região de Lisboa, como o aumento a situar-se nos 82% no Porto. As novas construções vão certamente aliviar a pressão sobre os preços e ajudar a estabilizar o mercado».

Já Simon Rubinshon, economista Sénior do RICS, explica que o contexto económico do país também tem um papel importante nas expetativas do setor, já que «a economia Portuguesa registou uma sólida recuperação nos últimos trimestres e 2017 terá sido mesmo o ano com o maior crescimento de última década. As perspetivas para 2018 são igualmente positivas e o crescimento do emprego, associado à baixa inflação, deve continuar a fornecer uma base sólida para o consumo e a garantir que o cenário para o desenvolvimento do mercado residencial se mantem favorável no futuro», completa.

Em novembro, manteve-se o aumento da procura no mercado de compra e venda de habitação, com um ligeiro abrandamento neste ritmo de crescimento. Verificou-se também uma subida nas vendas, e a quebra das novas colocações de imóveis no mercado, que recuaram pelo 8º mês consecutivo. Como resultado, a subida dos preços manteve-se forte em todas as regiões analisadas (Lisboa, Porto e Algarve), apesar de o Porto ter registado uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços.

Semelhante dinâmica verifica-se no arrendamento, onde a procura por parte dos arrendatários se manteve forte, ainda que ligeiramente abaixo dos meses anteriores. Paralelamente, a oferta diminuiu ao ritmo mais rápido do último ano, o que continuou a subir as rendas. Os profissionais inquiridos acreditam que esta tendência se mantenha a curto prazo.