IA aumenta eficiência e rentabilidade do retalho

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Fotografia: Pexels

De acordo com o estudo “AI and the Future of Physical Retail, da Savills”, a inteligência artificial está a tornar o retalho europeu mais eficiente e rentável, para além de ajudar, também. a reduzir o risco de encerramento de lojas em boas localizações.

O seu impacto faz-se sentir, principalmente, na forma como as operações são geridas - verificam-se melhorias nas taxas de conversão, menos devoluções, melhor controlo de stock e processos mais rápidos na preparação e entrega de encomendas. 

Desde o final de 2023, 38% dos consumidores em França, Alemanha e Reino Unido já usaram ferramentas de IA pelo menos uma vez para apoiar decisões de compra, no entanto “o peso do comércio eletrónico na Europa mudou pouco, passando de 13,4% para 14,1% em dois anos, abaixo do pico registado durante a pandemia”.

Patrícia Matias, Diretora de Retail Services da Savills Iberia, afirmou: “a inteligência artificial está cada vez mais integrada no processo de decisão do consumidor, mas não substitui o valor da experiência física. O futuro do retalho passa por uma integração eficiente entre digital e loja, onde a tecnologia apoia a conversão e a eficiência, mas é o espaço físico que continua a construir a relação com o cliente.”

Dados do estudo apontam também que enquanto o comércio eletrónico tradicional converte pouco acima de 3% das visitas, soluções de venda com apoio de IA podem ultrapassar os 12% Ferramentas como provas virtuais ajudam também a reduzir o problema da redução das devoluções - especialmente no vestuário - onde problemas de tamanho e ajuste representam entre 60% e 70% das devoluções.

O estudo também aponta que a utilização de IA na pesquisa online duplicou entre 2024 e 2025, podendo vir a ultrapassar a pesquisa tradicional nos próximos anos. Poderá ser possível, no futuro, que sistemas de IA passem a tratar de todo o processo de compra - desde a pesquisa até ao pagamento.Neste cenário, a Savills estima que o comércio eletrónico na Europa possa chegar aos 17,9% até 2030.

O estudo destaca um desenvolvimento do retalho físico: as redes de lojas foram ajustadas, os níveis de stock estabilizaram e os espaços passaram a ter várias funções, “combinando experiência de marca com operações logísticas como click-and-collect, ship-from-store e devoluções”.

Desde 2020, o stock total de retalho na Europa tem crescido de forma controlada. O foco, para o imobiliário de retalho, está cada vez mais na qualidade das operações dos lojistas - os ativos em melhores localizações e com maior adaptação ao digital são os que mais beneficiam. Por sua vez, os ativos em localizações menos atrativas ou com conceitos desatualizados sofrem uma maior pressão de se adaptarem.