Por isso, a junção de esforços entre os 18 concelhos que integram a Área Metropolitana de Lisboa (AML) nunca fez tanto sentido como agora. Afinal, “AML é a casa de quase três milhões de habitantes e é responsável por 40% do PIB português, o que nos coloca numa posição de grande relevo entre as capitais europeias”, frisou o autarca.
Uma visão partilhada pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, naquele mesmo palco. “A proximidade à capital, ao rio e às grandes vias de entrada e saída de Lisboa, é um dos grandes argumentos para os investidores que nos chegam”, atestou. Dirigindo-se aos investidores, o autarca elencou as vantagens do território vila-franquense: “temos grandes condições para o desenvolvimento logístico, mas também para a promoção residencial. A nossa frente ribeirinha é muito apelativa e estamos a apostar na criação de grandes centralidades que, no futuro, beneficiarão grandemente das melhorias nas ligações ferroviárias, com comboio direto ao centro de Lisboa de oito em oito minutos. Queremos também apostar em força no segmento da habitação acessível, nomeadamente no formato de Built-to-Rent, através de parcerias público-privadas”. Reunindo “condições preferenciais para o desenvolvimento deste tipo de projeto, começando pela disponibilidade de espaço e passando pela, não menos importante, proximidade ao rio, que é um elemento essencial para o arrefecimento destas infraestruturas; o setor de data centres é outro dos grandes eixos de oportunidades em Vila Franca de Xira”, que além de já acolher o segundo maior projeto deste género em funcionamento no país, está “ativamente a trabalhar na captação de mais investimentos no setor”, afirmou o edil.
Inovação é eixo de desenvolvimento transversal na Ibéria
Sendo a inovação outro dos eixos estratégicos de crescimento para a região, o vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Vasco Moreira Rato, convidou Elena Amat, Manager of Metropolitan Coordination and Major City Transformations do município de Barcelona – conhecida como uma das “capitais” europeias inovação e tecnologia” -, para uma animada entrevista, que encerrou a manhã do dia 11 no stand de Lisboa, partilhando a experiência da capital catalã.
Estabilidade é um trunfo para o país
A última sessão da tarde foi a Investors Talk entre Nuno Nunes, CIO da Square AM, e Francisco Fezas Vital, Managing Director Real Estate da Blackstone, para quem a estabilidade é, mais que nunca, um dos grandes trunfos que o nosso país oferece a quem procura um destino para investir internacionalmente. “Vivemos tempos de maior turbulência, e embora esta esteja acentuada pela guerra do Irão; os últimos anos têm sido intensos neste aspeto, com uma sucessão de acontecimentos disruptivos, pelo que enquanto investidores temos de nos habituar a navegar neste clima de maior incerteza”, observou o responsável do gigante norte-americano. E, neste contexto, Portugal destaca-se pela positiva, pois “se por um lado é um mercado de menor escala comparativamente a outros, devido à dimensão do país; por outro lado, tem a mais-valia de ser percecionado como um mercado estável”, o que é especialmente relevante nos dias atuais.