De acordo com os dados recentemente divulgados pelo INE, o setor do alojamento turístico registou, em junho de 2026, 3,1 milhões de hóspedes e 8,1 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 1,0% e 0,7%, respetivamente.
O crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelo mercado interno, com as dormidas de residentes a aumentarem 3,8%, para 2,5 milhões. Em sentido contrário, as dormidas de não residentes diminuíram 0,6%, totalizando 5,7 milhões, tratando-se do primeiro recuo desde setembro de 2025.
Proveitos continuam a aumentar
Apesar do abrandamento da procura, os proveitos do alojamento turístico mantiveram uma evolução positiva. Os proveitos totais atingiram 786,6 milhões de euros, mais 4,7% do que em junho de 2025, enquanto os proveitos de aposento ascenderam a 609,3 milhões de euros, refletindo um aumento de 4,5%.
Mercado interno compensa quebra dos estrangeiros
As dormidas de residentes representaram o principal suporte ao crescimento do setor em junho, numa altura em que a procura externa registou uma evolução negativa.
Entre os principais mercados emissores, o Reino Unido manteve-se como o maior mercado internacional, concentrando 20,8% das dormidas de não residentes e registando um crescimento de 1,9%.
Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com uma quota de 11,5% e um aumento de 2,8%, enquanto a Alemanha se manteve como o terceiro principal mercado emissor.
O mercado canadiano registou o maior crescimento entre os dez principais mercados, com uma subida de 4,0%. Em sentido contrário, o mercado francês apresentou o maior decréscimo, com uma redução de 7,9%.
Norte lidera crescimento regional
O Norte registou o maior aumento do número de dormidas em junho, com uma subida de 4,8%, seguindo-se a Grande Lisboa, com um crescimento de 2,3%, e o Alentejo, com mais 2,1%. O Algarve continuou a concentrar a maior parcela das dormidas, representando 29,1% do total nacional. A Grande Lisboa reuniu 22,2% e o Norte 17,9%, o que significa que estas três regiões concentraram, em conjunto, 69,2% das dormidas registadas no país.
A procura de residentes cresceu de forma mais expressiva na Grande Lisboa, com uma subida de 11,3%, seguida do Norte, com mais 9,2%, e da Península de Setúbal, com um aumento de 9,1%.
No mercado de não residentes, a evolução foi maioritariamente negativa. Os únicos aumentos foram registados nos Açores e no Norte, ambos de 2,6%, e na Grande Lisboa, com uma subida de 0,5%.
Estada média e ocupação continuam a diminuir
A estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico fixou-se em 2,58 noites, menos 0,3% do que no mesmo mês do ano anterior. A Madeira manteve a estada média mais elevada, com 4,37 noites, seguida do Algarve, com 3,90 noites. Os Açores também registaram uma permanência superior à média nacional, com 3,06 noites.
Lisboa, Albufeira e Porto concentram mais dormidas
Lisboa manteve-se como o município com maior número de dormidas, concentrando 17,9% do total nacional. A capital registou 1,5 milhões de dormidas, mais 2,4% do que em junho de 2025. As dormidas de residentes em Lisboa aumentaram 9,8%, enquanto as de não residentes cresceram 1,3%. O município concentrou ainda 22,0% do total das dormidas de turistas estrangeiros.
Albufeira ocupou a segunda posição, com 910,1 mil dormidas, correspondentes a 11,2% do total, e registou um crescimento de 2,0%.
O Porto ficou em terceiro lugar, com 633,2 mil dormidas, mais 2,4% em termos homólogos. O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo mercado interno, cujas dormidas aumentaram 14,4%, enquanto as dormidas de não residentes cresceram 0,5%.