Portugal, Espanha, Itália e Grécia foram alguns dos países que atingiram, no ano passado, um máximo histórico de investimento. Em Portugal, os dados apontam para um crescimento do PIB de 2,1% em 2026 e, em conjunto com Espanha, Itália e Grécia, o país contribuiu para um volume total de cerca de 35 mil milhões de euros em investimento imobiliário no ano passado. Este crescimento deve-se a uma procura ocupacional continua, crescimento económico, e interesse de investidores internacionais.
Segundo estimativas da Oxford Economics para 2026, espera-se um crescimento do PIB de 2,1% no país.
James Burke, Director, Global Cross Border Investment na Savills, afirma: “Depois de um 2025 excecionalmente forte, esperamos que o dinamismo da região se mantenha este ano, ainda que a um ritmo mais moderado. Os investidores já não estão apenas a aproveitar um movimento de recuperação no Sul, estão a apostar numa dinâmica de procura mais sólida e num conjunto de oportunidades mais amplo, numa altura em que o Mediterrâneo passa de posição periférica a aposta estratégica nas carteiras europeias.”
A Savills defende que o desempenho do imobiliário no Sul da Europa resulta de fatores como o aumento da oferta para investimento e o crescimento de segmentos alternativos e de living, como lares e unidades de cuidados continuados, residências para seniores e alojamento para estudantes (PBSA).
A menor exposição do retalho ao e‑commerce, face a alguns dos principais mercados do Norte da Europa, também contribui para manter níveis de ocupação e de rendas mais estáveis.
Quanto aos segmentos de escritórios e logística, os mercados do Sul da Europa apresentam também condições positivas, resultantes da combinação de rendas competitivas, da melhor qualidade dos ativos e da ocupação por setores em crescimento.
Jaime Pascual‑Sanchiz, CEO da Savills Iberia e Head of Southern Europe, comenta: “O Sul da Europa ganhou uma quota de mercado significativa e está hoje firmemente no radar dos investidores internacionais. A região beneficiou do desenvolvimento de um universo mais amplo e líquido de ativos de living, como residências para seniores, cuidados continuados e alojamento para estudantes, a par de fundamentos muito sólidos no segmento de hospitality, suportados por uma procura turística estruturalmente robusta.”