O estudo Future of Work Survey 2026 da JLL realizado junto de mais de 2.200 executivos e responsáveis de imobiliário corporativo em 21 países, aponta que apesar da Inteligência Artificial acelerar a transformação do mercado de trabalho, dificilmente originará uma redução generalizada do emprego.
"A IA deverá complementar o trabalho humano, redefinindo funções em vez de as substituir."
Face a isto, é apontado pela empresa que 60% dos líderes empresariais esperam aumentar as suas equipas nos próximos anos, e apenas 40% antecipam uma diminuição do número de colaboradores, sendo que, para a maioria, a IA deverá complementar o trabalho humano, redefinindo funções em vez de as substituir.
É observado que as organizações mais avançadas na adoção de Inteligência Artificial são também as que revelam maior intenção de “contratar talento, investir na formação dos colaboradores e adaptar as funções às novas capacidades tecnológicas”, de acordo com o comunicado divulgado.
Embora 78% dos inquiridos considerem que esta tecnologia terá um impacto significativo na estratégia dos seus escritórios, apenas 31% estão a preparar os espaços para promover a colaboração entre pessoas e Inteligência Artificial. Por outro lado, apenas 15% afirmam ter atingido uma fase avançada de adoção.
Andreia Almeida, Head of Research da JLL Portugal, afirma: "A Inteligência Artificial está a transformar profundamente a forma como as organizações trabalham e utilizam os seus escritórios. O desafio já não passa apenas por adotar tecnologia, mas por criar ambientes de trabalho capazes de potenciar a colaboração entre pessoas e IA, reforçando simultaneamente a produtividade e a capacidade de atrair talento”.
Assim, a maioria das empresas reconhece que a implementação da IA continua numa fase inicial, estando, entre os principais obstáculos identificados pelas empresas, a escassez de competências em Inteligência Artificial e análise de dados, - apontada por 36% dos inquiridos, -, a falta de experiência em gestão da mudança e a dificuldade em promover uma maior articulação entre diferentes áreas das organizações.
Prioridades das empresas estão a mudar
Uma outra conclusão do estudo revela que as prioridades das empresas estão a mudar, já que as organizações atribuem maior importância ao investimento em infraestruturas tecnológicas e ferramentas de suporte à IA do que a elementos tradicionais dos escritórios, como espaços flexíveis ou áreas de bem-estar.