Lisboa poderá liderar subida dos preços no luxo em 2026

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Fotografia: Pexels

De acordo com o relatório Prime Residential World Cities da Savills, o valor dos imóveis do mercado residencial de luxo continuou a crescer, a nível mundial, em 2025, com uma subida média de 1,8% nas cidades analisadas.

Para 2026, a Savills “prevê um crescimento médio de 1,3% no valor dos imóveis residenciais prime, num contexto ainda marcado por prudência e limitações na oferta.” A consultora destacou cinco cidades: Seul, Tóquio, Madrid, Lisboa e Cidade do Cabo, com previsões de valorização acima dos 4%. Já em mercados como Nova Iorque, Londres, Paris, Dubai ou Sydney, o crescimento esperado é mais moderado, “muitas vezes abaixo dos 2%”.

Lisboa, um mercado prime sólido da Europa

No caso de Lisboa, o valor dos imóveis do mercado residencial de luxo aumentou 4,4% em 2025, com a Savills a antecipar uma nova subida entre 4% e 5,9% em 2026.

A capital combina “qualidade de vida, procura internacional consistente e oferta limitada neste segmento”, fatores que sustentam a valorização dos preços.

Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills, afirma que Lisboa se mantém “como um dos mercados residenciais prime mais sólidos da Europa, com uma base de procura que resiste a ciclos mais voláteis”, acrescentando também que estamos “a assistir a um mercado mais equilibrado, com compradores exigentes e pouca oferta qualificada, o que continua a sustentar a valorização dos preços neste segmento.”

Outros mercados

O relatório destaca também outros mercados, uns a manterem crescimentos fortes e outros em fase de maior ajustamento.

Em Seul, os valores prime aumentaram 14,3% em 2025 e deverão subir entre 6% e 7,9% em 2026.

Tóquio continua a ser um mercado sob forte pressão, com oferta qualificada reduzida e uma procura muito ativa, “o que começa a levantar dúvidas sobre a sustentabilidade deste ritmo de valorização.”

Madrid terá um com crescimento previsto entre 4% e 5,9%, tanto pela procura interna e internacional e como pela falta de produto prime no centro da cidade.

Em mercados como Roma, Atenas ou Paris, o ajustamento dos últimos anos dá agora lugar a uma recuperação gradual.

Já em cidades dos Estados Unidos, como Nova Iorque, Los Angeles ou São Francisco, o crescimento esperado é mais moderado, “limitado pelos preços elevados e pelas condições de financiamento”.

No Médio Oriente, Dubai registou uma valorização de 3,6% no segundo semestre de 2025 e de 11,2% no conjunto do ano, com previsões de subida mais contida em 2026.

Na Ásia, as principais cidades chinesas deverão registar quedas entre -2% e -3,9% em 2026, num contexto de menor procura e desafios demográficos, enquanto Hong Kong começa a dar sinais de estabilização.

Kelcie Sellers, Associate Director World Research da Savills, conclui, no fecho do relatório, que “a oferta cronicamente limitada, os fluxos de capital internacionais e a procura por cidades globais, sobretudo aquelas com forte componente de estilo de vida e vantagens fiscais, vão continuar a impulsionar o crescimento dos mercados residenciais prime em todo o mundo.”