A sociedade gestora de origem francesa conta atualmente com quase mil clientes em Portugal e tem como objetivo ultrapassar os 100 milhões de euros em 2026. Os dados foram divulgados durante um pequeno-almoço organizado pelo Grupo Corum, esta quinta-feira, onde foram apresentados os resultados de 2025 e as perspetivas estratégicas para 2026, com foco estratégico em novos investimentos e nas rentabilidades previstas para este ano. A nível global, o Grupo Corum arrecadou 1,6 mil milhões de euros em 2025, um ano marcado por entradas recorde nos seus produtos de seguro de vida (não disponíveis em Portugal) e pela consolidação da sua liderança na captação de fundos no mercado SCPI, posição que mantém desde 2022. Segundo Marcelo Capitão, Sales Director da Corum Portugal, o grupo conta com cerca de 150 mil clientes a nível global e aproximadamente 16 mil milhões de euros sob gestão em 2025. Deste montante, cerca de 900 milhões de euros foram captados através de fundos imobiliários, sendo o remanescente alocado a fundos de obrigações. O responsável destacou ainda que a Corum registou uma quota de 18% da captação líquida do mercado no terceiro trimestre de 2025. Desempenho dos fundos mantém trajetória positiva “Os fundos da Corum cumpriram pelo 14.º ano consecutivo os objetivos definidos”, referiu o responsável. Em 2025, o fundo Corum Origin apresentou uma rentabilidade de 6,5%, com uma taxa interna de rentabilidade (TIR) desde a criação de 6,94%. O Corum XL registou uma rentabilidade anual de 5,3% e uma TIR de 5,77%, enquanto o Corum Eurion alcançou uma rentabilidade de 5,73% em 2025 e uma TIR de 6,5% desde a sua criação. “A estratégia do Corum Origin continua centrada na geração de rendimentos através das rendas, embora o grupo admita a venda de ativos sempre que as condições de mercado permitam criar valor adicional”, referiu o diretor. “Já o Corum XL mantém o foco no crescimento sustentado da rentabilidade até atingir os objetivos definidos”, acrescentou. Desafios e oportunidades na gestao de ativos No âmbito da gestão de ativos, Ricardo Quaresma, Senior Asset Manager, destacou várias vendas que geraram mais-valias significativas. Entre os exemplos apresentados estão dois ativos em Itália: um imóvel em Bérgamo, adquirido em 2017 por 63 milhões de euros e vendido em 2025 por 73 milhões, e outro em Capri, comprado por 14,5 milhões de euros e alienado por 21 milhões de euros. As taxas de ocupação mantiveram-se em níveis elevados em 2025, com o Corum Origin a registar uma taxa financeira de 96,23%, o Corum XL de 95,02% e o Corum Eurion de 99,91%. A duração média dos contratos de arrendamento foi de 5,89 anos no Corum Origin, 6,91 anos no Corum XL e 6,22 anos no Eurion. Quase 800 milhões investidos em aquisições em 2025 No plano do investimento, Miguel Valente Bento, Senior Investment Manager, revelou que o grupo realizou 20 aquisições ao longo de 2025, num total de quase 800 milhões de euros investidos, sem custos de aquisição. O responsável sublinhou a aposta contínua na diversificação geográfica e setorial, “com o objetivo de aumentar a rentabilidade e a duração média dos contratos”. Entre as aquisições que marcaram o ano estão um armazém logístico na Azambuja, adquirido por 36,2 milhões de euros, com área bruta locável (ABL) de 52.640 m² e rentabilidade inicial de 7,4%. O contrato de arrendamento associado ao ativo tem período restante de 6,5 anos, reforçando a geração de rendimentos estáveis para os investidores. Foi ainda adquirido um ativo de escritórios em Espanha com uma rentabilidade de cerca de 7,7%, e dois hotéis em Itália, localizados em Turim e Lazise. A nível geográfico, os fundos apresentam uma forte exposição à Europa, com maior peso nos Países Baixos, Reino Unido e Polónia, seguindo-se Itália, Irlanda e Espanha. Setorialmente, os escritórios continuam a representar a maior fatia da carteira, sobretudo nos fundos Corum Origin e Corum XL. Perspetivas positivas para Portugal No que diz respeito aos principais indicadores da atividade global, o grupo destacou um contexto de pleno emprego, consumo e produção relativamente estáveis e uma economia global em boa saúde. Portugal continua a ser visto como um mercado atrativo, tanto no segmento residencial como no comercial. Para o futuro, a Corum pretende reforçar a captação através de um modelo business-to-consumer, mantendo também a distribuição via banca. A estratégia passa por investir em setores com maior potencial de rentabilidade, como logística e saúde, privilegiando ativos de elevada qualidade com rendimentos superiores. “O nosso objetivo é representar os investidores da melhor forma possível e continuar a investir onde conseguimos a melhor relação entre qualidade e rentabilidade”, concluiu Miguel Valente Bento.