Colliers aponta crescimento de 18% no investimento em Portugal

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Fotografia: Pexels

De acordo com o relatório EMEA Capital Markets Snapshot referente ao último trimestre de 2025, apresentado pela Colliers, o investimento imobiliário na Europa, Médio Oriente e Ásia revela sinais de estabilização e uma recuperação gradual.

Portugal destaca-se neste contexto, com um crescimento de 18% no volume de investimento em 2025 face ao ano anterior, mantendo simultaneamente as yields estáveis. No final de 2025, as yields prime fixaram-se em 5,00% nos escritórios, 5,75% na logística, 5,10% no residencial, 4,50% no retalho e 5,50% no setor hoteleiro.

O estudo evidencia ainda uma distribuição equilibrada do investimento por classes de ativosno país. O retalho liderou, representando 29% do volume total, seguido pelos escritórios e pela hotelaria. Já o segmento industrial e logístico concentrou 12,2% do investimento global.

Segundo Pedro Valente, Managing Director da Colliers Portugal, “o mercado português demonstra resiliência num contexto europeu ainda seletivo. A estabilidade das yields e a recuperação do volume de investimento refletem maior clareza na formação de preços e confiança crescente dos investidores em ativos prime.”

Perante a situação geopolítica atual, nomeadamente com o conflito no Médio Oriente, Pedro Valente afirma: “apesar da situação atual no Irão acredito que esse conflito não terá um impacto negativo significativo nos setores imobiliário e deverá ser de curta duração. Caso a situação seja temporária terá também breve impacto na inflação, e também por essa via o setor do imobiliário em Portugal não será impactado”.

A nível europeu, o relatório identifica um maior dinamismo em mercados como o Reino Unido, França, Espanha e Países Baixos. O setor de data centres mantém-se como o principal motor de crescimento nos segmentos alternativos.

A Colliers antecipa um início de 2026 mais dinâmico, impulsionado pelo fecho de operações transitadas de 2025. Ainda assim, alerta para uma recuperação seletiva, fortemente dependente da qualidade dos ativos, do acesso a financiamento e da profundidade da procura investidora.

Segundo a empresa, em Portugal, “o contexto de yields estáveis e a maior clareza no ajustamento de preços poderá continuar a suportar atividade, particularmente em ativos prime de retalho, escritórios e hotelaria”.