Algarve prevê 80% de ocupação hoteleira em setembro

Algarve prevê 80% de ocupação hoteleira em setembro
Fotografia: Pexels

A Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), está otimista sobre setembro. Após o mês de agosto com resultados positivos, estima que a ocupação hoteleira no Algarve em setembro poderá atingir os 80%.

O presidente da AHETA em declarações à agência Lusa e citada pelo Jornal Observador, afirmou: A perspetiva para setembro e outubro é positiva. Nos últimos anos temos trabalhado bem nestes dois meses, o tempo ajuda e, portanto, nós esperamos conseguir estar a um bom nível, o que representaria ocupações de 80% ou superiores neste mês de setembro e, em outubro, um bocadinho abaixo”.

Embora os números provisórios da AHETA sobre a ocupação de agosto ainda não se encontrem disponíveis, o presidente da associação empresarial faz um balanço positivo da atividade turística do mês, afirmando que a expectativa é que “ agosto tenha correspondência com o que foi o julho”. Afirmou também que embora o número de portugueses tenha baixado a nível de procura junto dos associados da AHETA (como os hotéis e empreendimentos turísticos) a nível geral, - e referindo o INE -, houve subidas nos proveitos, no número de hóspedes e no número de portugueses (4%), comparando a julho

O responsável referiu também a preferência por alojamento local pelos portugueses, já que “conseguem cozinhar” e uma família pode ter “mais flexibilidade” . “É sinal de que os portugueses continuam a acreditar no Algarve”, acrescentou.

No que toca a setembro, e para além das perspetivas positivas, o presidente da AHETA classificou a primeira semana como “muito importante”, porque a escola ainda não começou e há “muitas famílias” que procuram a região neste período. O responsável destacou também que depois do início do ano letivo há uma diversificação do cliente para pessoas com mais disponibilidade de tempo, mais poder de compra” e que são as que procuram mais o Algarve, tanto em setembro como em outubro:  “Eu espero que isso continue a verificar-se, porque são dois meses que ainda fazem parte do verão e que permitem ter um complemento daquilo que são os meses normais de verão, antes de chegar ao período de novembro, dezembro e janeiro, que são, de facto, os piores meses para o Algarve”, concluiu.