“Para o conjunto de 2026, o investimento imobiliário comercial deverá situar-se entre 2.600 e 2.7580 milhões de euros, o que corresponderá a uma variação anual entre -5% e 0%”, estima Silvia Dragomir, Head of Research da Worx. “As projeções apontam para uma recuperação mais substancial dos níveis de investimento pré-pandemia em 2027”, diz ainda.
De acordo com os dados divulgados no WOutlook Q3, o montante investido em imobiliário comercial em Portugal nos primeiros nove meses de 2026 ascendia a 2.100 milhões de euros. Traduzindo um crescimento de 11% face ao período homólogo, este resultado vem confirmar a capacidade do mercado nacional de manter a sua capacidade de atração de investimento num contexto internacional de incerteza económica e incerteza económica, realça a análise da Worx.
O retalho foi a classe de ativos mais dinâmica, atraindo 30% do investimento concretizado até setembro, cerca de 620 milhões de euros; seguido de perto pela hotelaria, com 610 milhões de euros e uma fatia equivalente a 29% do total. Juntos, estes dois setores movimentaram 1.230 milhões de euros, o que evidencia o se peso na atividade de investimento. Os chamados ativos alternativos também se destacaram, movimentando 10% do investimento total, impulsionados pela venda de diversos data centres que se mostram cada vez mais atrativos junto dos investidores no atual contexto de revolução da inteligência artificial.
Entre as operações mais relevantes, a Worx destaca a aquisição do Arrábida Shopping e do Gaia Shopping, por 180 milhões de euros, e a venda de uma participação de 72% no hotel Corinthia Lisboa à Orion Capital Managers, por cerca de 150 milhões de euros.
Quanto à origem do capital, o investimento estrangeiro representou cerca de 68% do montante registado até setembro; com destaque para os players oriundos do Reino Unido, França e Espanha.
No que diz respeito às taxas de rendibilidade de referência, as projeções da Worx são de estabilização das yields até ao final do ano, sustentadas pelo dinamismo do mercado português.
“Apesar da incerteza económica e geopolítica internacional, Portugal continua a afirmar-se como um destino de investimento, sustentado pela sua localização estratégica, estabilidade e resiliência. O mercado imobiliário comercial mantém uma dinâmica positiva, com oportunidades nos vários segmentos. Nos escritórios, a procura valoriza cada vez mais a localização, qualidade e conforto. No retalho, centros comerciais e retail parks continuam a atrair investidores e a logística beneficia da expansão empresarial e industrial. A afirmação internacional do país tem também impulsionado segmentos coo as residências de estudantes, residências séniors, flex living e hotelaria, incluindo novos conceitos ligados ao agroturismo e ao turismo de natureza”, conclui Pedro Rutkowski, CEO da Worx.
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