Os dados constam na última edição do Dils Recap, que compilam os resultados do 4º trimestre e do ano imobiliário português. Segundo esta análise, na reta final do ano foram transacionados 895 milhões de euros no mercado nacional, um resultado que não só confirma um crescimento trimestral de 39%, mas também uma recuperação do investimento doméstico, em particular dos fundos, que liderou 66% da atividade do trimestre depois de nos últimos anos ter tido uma postura mais contida.
Este desempenho elevou o volume investido anual para 2.800 milhões de euros, 22% acima do valor registado no ano anterior e que se posiciona 10% acima da média apurada para os últimos dez anos. Apesar da retoma do investimento nacional no 4º trimestre, o capital internacional continuou a ser dominante – representando 60% do total investido -, sendo que as estratégias core e value add corresponderam a mais de 70% do investimento.
Embora o volume transacionado tenha recuado 28% em termos homólogos, o retalho manteve-se como a classe de ativos preferida dos investidores, com 838 milhões de investidos. Seguem-se os escritórios, com 666 milhões de euros, ao passo que o investimento em hotéis seguiu em rota de crescimento (+19%), para um total de 558 milhões de euros. Destaque ainda para o Industrial e Logística, cujo investimento cresceu 18% no último ano, para um total de 299 milhões de euros que assinalam um novo máximo desde 2022.
Entretanto, as yields mantiveram-se estáveis, numa tendência que deverá manter-se em 2026, embora com potencial para compressão adicional em algumas classes, como o Industrial & Logística e os Retail Parks.
“Os resultados de 2025 confirmam a resiliência e a maturidade do mercado imobiliário português. Num contexto económico e geopolítico desafiante, o crescimento do investimento reflete a confiança contínua dos investidores, com destaque para os setores de escritórios, retalho e hotelaria, que concentraram a maior parte do capital. O regresso do investimento doméstico, aliado à presença consistente de capital internacional, reforça o posicionamento de Portugal como um mercado estável, competitivo e atrativo nos principais segmentos imobiliários”, comenta Pedro Lancastre, CEO da Dils Portugal.
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