Operação da hotelaria abranda em 2018

Ana Tavares |
Operação da hotelaria abranda em 2018

 

Segundo os números do AHP Tourism Monitor, Lisboa registou a taxa de ocupação mais elevada do país, com 81%, uma subida de apenas 0,6% face a igual período do ano anterior. A Madeira fixou-se nos 80%, com uma descida de 2,9% face ao período homólogo.

Por categorias, destaque para as duas estrelas, que registaram uma subida de 4% na ocupação, num total de 83%.

A AHP nota também que o preço médio por quarto ocupado (ARR) cresceu em todos os destinos turísticos do país, alcançando os 95 euros a nível nacional, mais 7% que no ano anterior. Lisboa registou o preço mais elevado, de 115 euros. Açores, Lisboa e Grande Porto registaram as maiores variações homólogas, de 11%, 9% e 8%, respetivamente.

No total de 2018, o RevPar foi de 66 euros, mais 5% que no ano anterior. Todos os destinos registaram um crescimento à exceção da região de Leiria/Fátima/Templários. Lisboa liderou com 93 euros de RevPar, seguida do Grande Porto, com 68 euros, e do Algarve, com 67 euros.

Cristina Siza Vieira, da AHP, comenta em comunicado: «fechámos 2018 com uma TO de 70%, mas o mais interessante é que se analisarmos a variação homóloga de cada um dos 12 meses do ano, percebemos que os únicos meses em que a TO não quebrou foram os do primeiro trimestre. Foi também visível, nesse período, o efeito Páscoa que no ano passado foi em março e em 2017 tinha sido em abril».

Aponta que «a Páscoa, é de facto, um grande balão de oxigénio para a Hotelaria portuguesa. Esse efeito não se refletiu apenas na TO, mas também no ARR e, portanto, teve notório impacto no RevPAR. Interessante é também registar que no ano de 2018 não só o primeiro trimestre se destacou pelo crescimento da TO, como os destinos que mais cresceram foram Beiras, Alentejo e Viseu».

 

Mercado internacional pesa 71%

No ano passado, as dormidas dos turistas estrangeiros representaram um total de 71%, e as dormidas dos nacionais 29%.

O Reino Unido continuou a liderar as dormidas no Algarve, mas representou a quebra mais evidente dos mercados estrangeiros. A Alemanha lidera na Madeira e nos Açores, e França foi líder das dormidas internacionais em Lisboa, e segundo principal mercado no Norte. O mercado espanhol foi o mais importante nas regiões Norte, Centro e Alentejo, descendo em Lisboa.

É de salientar a subida dos mercados americano e brasileiro, o segundo melhor mercado internacional nos açores e o segundo mercado internacional no Alentejo, respetivamente.