Minho, Coimbra, Costa Azul e Alentejo com subida acentuada na hotelaria

Ana Tavares |
Minho, Coimbra, Costa Azul e Alentejo com subida acentuada na hotelaria

Cristina Siza Vieira, CEO da AHP, comenta que «como já se perspetivava, em maio, o Minho, Coimbra, Costa Azul e Alentejo registaram crescimentos expressivos em todos os indicadores de operação, particularmente no preço médio e na TO. Também é verdade que são os destinos com maior margem para progressão».

No mês em análise, o ARR e o RevPar registaram um crescimento de 2% a nível nacional, ao passo que a taxa de ocupação manteve os valores de maio de 2018, fixando-se nos 78%. Lisboa, com 90%, Grande Porto, com 87% e Costa Azul, com 83%, foram os destinos que registaram as maiores taxas de ocupação.

Se estes destinos se destacaram pela positiva, as maiores variações negativas da ocupação registaram-se na Madeira, Estoril, Açores, Aveiro e Beira Interior e Viseu. Mas Cristina Siza Vieira nota que «a maior preocupação é o destino turístico Leiria/Fátima/Templários que neste mês, um mês tradicionalmente forte para Fátima, teve um quebra bastante significativa tanto no ARR como no RevPar, apesar do crescimento de 1% na taxa de ocupação. Estamos a falar de um destino que teve um grande boom de visitantes durante o ano de 2017 e que desde então tem vindo a decrescer, tanto em ocupação como em preço. Preocupa-nos ainda mais pela proposta de regulamento para implementação da taxa turística neste destino que, a avançar, será claramente prejudicial para a hotelaria e, portanto, para a região».

Por outro lado, o ARR subiu 2% a nível nacional, fixando-se nos 99 euros. O RevPar subiu 2% para os 77 euros. Lisboa, com 120 euros, o Grande Porto, com 91 euros, e o Estoril/Sintra, com 80, tiveram o RevPar mais elevado do país.