Julho frio arrefeceu a atividade da hotelaria

Ana Tavares |
Julho frio arrefeceu a atividade da hotelaria

 

Lisboa registou uma taxa de ocupação de 87%, ao passo que os Açores fixaram-se nos 85%, e o Algarve nos 84%. Leiria/Fátima/Templários, a Madeira e os Açores registaram as maiores quebras na ocupação, entre os 5,6% e os 9,7%.

No período analisado os preços cresceram a dois dígitos, mostra o AHP Tourism Monitor. O ARR fixou-se nos 117 euros, mais 11% que em igual período do ano passado. O Algarve, com 162 euros, registou a melhor performance a nível nacional, seguido pelo Estoril, com 131 euros, e por Lisboa, com 125 euros.

Já o RevPar, subiu 12% para os 94 euros. Destaque para a subida de 31% de Coimbra, de 23% do Alentejo e de 19% de Lisboa.

A AHP assinala ainda que, pelo segundo mês consecutivo, a categoria de 3 estrelas foi a que registou maior crescimento no ARR e RevPar, de 20% e 16%, respetivamente.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, comenta que «dos catorze destinos analisados pelo Hotel monitor, nove apresentaram resultados negativos na taxa de ocupação e um estagnou neste indicador. A boa notícia vem de um crescimento muito expressivo neste indicador nos destinos do interior neste mês».

Detalha que «nos destinos Sol e Mar esta queda já era prevista, com um mês de julho frio, o mais frio desde 2000, levando a que parte dos mercados norte-europeus ficasse “em casa”. Destinos balneares em Espanha registaram idêntica performance. Há, no entanto, que sinalizar que o preço médio cresceu muito em todos os destinos em termos homólogos, situação que fez crescer o RevPAR, a nível nacional, em 12%».