Hotelaria: taxa de ocupação desce 1,3% em 2018

Ana Tavares |
Hotelaria: taxa de ocupação desce 1,3% em 2018

 

Os números constam do AHP Tourism Monitors, divulgado mensalmente pela AHP, que mostra que, em termos de variação, o destaque vai para a subida de 3,4% do Alentejo, de 3,3% das Beiras, e de 2,4% de Viseu, ao passo que Leiria/Fátima/Templários registou uma descida de 7,8%.

No entanto, no acumulado do ano, o ARR subiu 7%, e o RevPar 5%. Já a receita média mensal por turista no hotel atingiu os 132 euros, mais 5% que em 2017.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, comenta que «o abrandamento da TO a nível nacional foi constante ao longo de 2018, mas com assimetrias nos vários destinos turísticos. Assistimos a um crescimento dos destinos Alentejo, Centro e Norte; Lisboa teve ligeiras oscilações ao longo do ano, mas manteve a taxa de ocupação; Algarve, Madeira e Açores registaram uma quebra neste indicador, em razão de vários fatores que fomos sinalizando, como as falências de companhias aéreas, a quebra do mercado britânico, no caso do Algarve e da Madeira, ou o aumento da oferta de outras formas de alojamento, especialmente no caso dos Açores».

«Ainda assim», ressalva, «quer o ARR quer o GMTH (receita média mensal por turista no hotel) registaram subidas homólogas. Um dado importante foi a subida expressiva de dormidas nacionais no Centro (mais 6 p.p., representando já 54% do total de dormidas) e no Algarve (mais 3 p.p., representando 28% das dormidas)».

A responsável destaca ainda a «performance interessante do mercado brasileiro, que no Norte e no Centro passou a 3º mercado emissor internacional de dormidas, e do americano (que cresceu em todos os destinos exceto Algarve e Madeira, onde não tem expressão). Em contraponto, todos os mercados europeus registaram um decréscimo nas dormidas e nos hóspedes».

 

Nota é também de abrandamento no total do ano

Em dezembro passado, a taxa de ocupação da hotelaria nacional rondou os 46%, menos 1,1% que em igual período do ano anterior, mostrando um abrandamento deste indicador a nível nacional, mas com algumas assimetrias regionais.

A taxa de ocupação desceu no caso das categorias de 5 e 3 estrelas, mantendo-se estável nas 2 estrelas. Lisboa, com 62%, Madeira, com 57% e o Grande Porto, com 52%, registaram a taxa de ocupação mais elevada em dezembro.

Nesse mês, o ARR e o RevPar fixaram-se nos 79 e 36 euros, respetivamente. O ARR cresceu 3%, fixando-se nos 79 euros, e o RevPar subiu 0,2% face ao período homólogo. Novamente, Lisboa, Madeira e Grande Porto registaram o RevPar mais elevado, de 60, 45 e 40 euros, respetivamente.