Hotel Mundet é o novo trunfo do Seixal

Susana Correia |
Hotel Mundet é o novo trunfo do Seixal

Na margem sul do Tejo, e uma das âncoras do projeto do arco ribeirinho sul – ou, como é mais conhecido, o Lisbon South Bay -, o município do Seixal está apostado em capitalizar a sua posição privilegiada, em pleno estuário do Tejo e a poucos minutos do centro de Lisboa, para captar mais residentes, empresas e turistas.

E, aproveitando a sua participação como município convidado da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, o maior evento português dedicado à indústria do turismo, e que arranca a 13 de Março na FIL em Lisboa, o Seixal o acaba de anunciar a chegada de mais uma nova unidade hoteleira, onde a reabilitação urbana e promoção do património imaterial do concelho andarão de mãos dadas.

Localizado na zona ribeirinha do Seixal, «o hotel Mundet é um investimento de 7,5 milhões de euros feito por privadas», adiantou esta quinta-feira o presidente da autarquia, Joaquim Santos, no evento de apresentação da BTL 2019. Falando aos jornalistas, o autarca contou que que a nova unidade «terá 84 quartos, alojamento superior de quatro estrelas, com estacionamento enterrado e um rooftop com restaurante e piscina. Mas, o que o diferencia é a sua localização e a ligação ao património».

O projeto teve como ponto partida uma hasta pública lançada pela autarquia com o objetivo de dar nova vida ao complexo das antigas instalações da fábrica de cortiça da Mundet, que vão agora ser totalmente reabilitadas e reconvertidas em hotel pela Riverfront, que terá a seu cargo a construção, e a Marmequer – Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, que irá explorar a unidade.

Todo o seu conceito «vai ser em torno da cortiça», disse ainda Joaquim Santos, sublinhando que esta «foi uma das questões mais importantes para a vitória deste projeto». «É um produto genuinamente português, somos o maior exportador mundial de cortiça e faz todo o sentido», concluiu.

 

Investimento hoteleiro é prioridade

No âmbito da nova estratégia de desenvolvimento do concelho, o investimento hoteleiro é, assumidamente, uma das prioridades para a autarquia, que já está a preparar o lançamento de concursos para outros projetos do género. A requalificação do palacete da Quinta da Fidalga, e a sua transformação em hotel, a construção de uma nova unidade na Quinta da Trindade e de uma outra com porto de recreio na freguesia da Amora, são outros dos projetos que a câmara liderada por Joaquim Santos quer ver sair do papel.

O concurso para o Hotel largo dos Restauradores e um porto de recreio com capacidade para 250 barcos deverá ser o próximo avançar, disse o autarca, prevendo que seja lançado ainda este ano.