As rendas de habitação mantiveram-se estáveis em Lisboa e no Porto no decorrer do último ano. No 2º trimestre deste ano, as rendas dos contratos celebrados em Lisboa registaram uma variação de 0,9% face a igual período de 2025. Esta variação foi de apenas -0,2% no caso do Porto.
De acordo com os mais recentes resultados do Índice de Rendas Residenciais, da Confidencial Imobiliário, estas taxas de variação homóloga refletem um ciclo de contenção que se tem vindo a observar ao longo dos últimos dois anos, e que acontece depois de um período de forte escalada das rendas (em 2022 e 2023), quando os valores chegaram a registar subidas anuais na ordem dos 30%.
Segundo a Ci, este abrandamento está a resultar de dinâmicas trimestrais distintas entre as duas cidades. Em Lisboa, o comportamento trimestral das rendas tem sido marcado por uma grande consistência das variações em cadeia com oscilações residuais no último ano. O 2.º trimestre de 2026 confirma essa tendência, com uma variação de -0,3% face ao trimestre anterior.
Já na Invicta, o processo tem sido mais heterogéneo, alternando entre variações trimestrais positivas e negativas mais vincadas — movimentos que, ainda assim, se compensam ao longo do ano. Nos dois últimos trimestres, registou-se uma variação de 1,8% no 2º trimestre, depois de uma descida de -1,3% no trimestre anterior.
Sem prejuízo desta estabilização, o mercado continua a praticar valores elevados nas duas cidades. Em Lisboa, a renda média contratada dos novos contratos (fogos usados) no 2º trimestre foi de 1.615 euros. No Porto, atingiu os 1.275 euros.