Porto espera atrair 1.000 residentes para o Monte Pedral

Ana Tavares |
Porto espera atrair 1.000 residentes para o Monte Pedral

 

Implantado num terreno de 25.000 m², este projeto prevê uma área de construção de cerca de 50.000 m², 44.000 dos quais para habitação, distribuídos por 370 a 400 fogos, 1/3 dos quais para renda livre e os restantes para renda acessível. Ainda não é certo que aqui venha a surgir uma residência de estudantes, segundo o autarca Rui Moreira: «estamos a ponderar se é ou não oportuno que, numa parte dele, possam ser também construídas algumas residências académicas», cita o DN.

Até ao final do mês, a autarquia deverá lançar um concurso de ideias para este projeto, que será feito em parceria com privados, num investimento de cerca de 49 milhões de euros. Pedro Baganha, vereador do Urbanismo, avançou na ocasião que «a construção se poderá iniciar no próximo ano e estimamos, nesta altura, em cerca de dois anos o prazo mínimo necessário para a sua construção».

 

António Costa: Habitação é um dos principais desafios para a coesão social

O Primeiro Ministro António Costa assumiu esta semana a habitação como um dos «desafios mais importantes» para a coesão social, nomeadamente na resposta à classe média e às novas gerações.

O governante falava na cerimónia de assinatura do auto de entrega do Quartel do Monte Pedral à Câmara Municipal do Porto, durante a qual afirmou que a conjugação da liberalização do arrendamento e o crescimento da procura turística pelas grandes cidades gerou uma situação de abandono e especulação nos centros destas cidades, causando ao mesmo tempo «efeitos positivos e perversos». 

Citado pela Lusa, aponta que «isso, a prazo, condena as atividades económicas, porque as nossas cidades não podem ser uma espécie de parques de diversões para adultos, onde a sua autenticidade só pode ser garantida pelos seus habitantes».

Recordando a importância do programa de arrendamento acessível, lembrou que é necessário fazer mais, nomeadamente «motivar e mobilizar os proprietários privados a colocarem no mercado em renda acessível».

 

 

Foto: JN