Mercado residencial recomenda-se, e este deverá ser “o melhor ano” para esta área da JLL

Ana Tavares |
Mercado residencial recomenda-se, e este deverá ser “o melhor ano” para esta área da JLL

Fruto do bom momento deste segmento, o departamento residencial da JLL incorporou recentemente a Cobertura, o que «fazia todo o sentido», diz a responsável, já que «as consultoras crescem em sintonia com o mercado. A fase é tão positiva que faz com que este crescimento seja quase obrigatório».

Segundo a responsável, este dinamismo vê-se, principalmente em Lisboa: «se olharmos para a cidade, vemos que está a renovar-se, temos lonas e gruas em todo o lado, e muitas delas são negócios da JLL, e ficamos muito orgulhosos disso».

Para Patrícia Barão, «sentimos agora o melhor de 2 mundos: os clientes internacionais que procuram Portugal para investir por variadíssimas motivações, e os portugueses que recomeçam a comprar casa, porque a banca está a financiar outra vez. O mercado português está a olhar para o imobiliário enquanto alternativa financeira, e isto cria uma dinâmica grande». A JLL nota que cada vez são mais as nacionalidades que procuram a consultora, mas o mercado nacional vai aumentando a sua quota de mercado.

Entre os projetos que a consultora comercializa atualmente estão o Boavista 30, o Sottomayor Residências, ou o Alexandre Herculano 41. Isto porque «o cliente procura comprar imóveis numa excelente localização e com o cariz da nossa arquitetura tradicional. Os interiores podem ser mais modernos, mas querem manter o traçado. Gostam de olhar e ver que a fachada é muito próxima da original, e é isto que faz com que os nossos projetos em Lisboa sejam únicos, é o que nos caracteriza. Por isso todos os projetos acabam por ter uma forte componente de reabilitação urbana», explica.

Esta oferta, maioritariamente premium e de luxo, é especialmente procurada por quem procura ‘liquid assets’ para investir, por exemplo, mas também por famílias ou reformados europeus. E a responsável explica que as nacionalidades (e motivações) são muito diversas, desde libaneses, a chineses ou brasileiros e sul-africanos. Os valores, consoante a localização e tipologia dos imóveis, podem variar entre os 600.000 e os 700.000 euros, em termos médios. Mas há também imóveis a 300.000 euros ou a 2,5 milhões.

E a oferta tem acompanhado bem a procura, pois «à medida que vão sendo lançados, os projetos vão sendo absorvidos pelo mercado, e os que são melhor absorvidos são os que têm um melhor equilíbrio entre qualidade e preço». A JLL volta-se também para o Porto, um mercado que tem acompanhado de perto, e onde já tem uma equipa específica a trabalhar, angariando projetos para «começarmos uma dinâmica de comercialização. A cidade é uma das nossas grandes apostas para este ano».

Patrícia Barão acredita que «2016 será uma altura de consolidação do mercado residencial», sem esquecer que existe «claramente um sentimento de alerta» por parte dos investidores «para saber que tipo de implicações podem existir no futuro», mas a JLL não sente uma retração significativa dos negócios até ao momento, e espera «que estes sinais positivos continuem e que não haja nenhuma quebra da credibilidade que Portugal tem tido para os investidores internacionais».

Sem avançar números, Patrícia Barão explicou que a meta deste departamento para 2016 é superar a faturação do ano passado. Só nos primeiros 2 meses do ano, a faturação já superou os objetivos que a consultora tinha traçado, pelo que se prevê que o ano continue positivo.