Hostmaker quer ter até 900 unidades em Portugal já no próximo ano

Ana Tavares |
Hostmaker quer ter até 900 unidades em Portugal já no próximo ano

 

A startup de origem britânica, presente em vários países da Europa e em Bangkok e gestora de mais de 2.000 unidades, tem registado um crescimento do seu negócio na ordem dos 360% nos últimos 6 meses, tendo atualmente frações na região de Lisboa. O modelo de negócio passa por gerir alojamentos locais, propriedade de privados, de forma semelhante a uma cadeia hoteleira, dando especial atenção «ao design, gestão interna, limpeza, manutenção, serviço de apoio 24h por dia». A Hostmaker fica com uma percentagem de 20% mais IVA sobre as vendas.

«É um modelo de negócio mais vantajoso para os proprietários em comparação com o arrendamento de longa duração», explicou James Lemon, COO da Hostmaker num encontro com a imprensa. «Queremos ser uma hoteleira para as casas, onde a experiência é sempre boa para os hóspedes, como nos hotéis. Uma boa equipa, manutenção ou a tecnologia e o design são chave para nós».

A Hostmaker quer responder aos hóspedes que procuram um alojamento diferente do hotel, mais informal, com mais espaço, e mais próximo de uma experiência local quando visitam um país. Neste caso, os hóspedes podem contar com isso e também com serviços semelhantes aos da hotelaria, como assistência 24h por dia, se necessário, e receção à chegada. «Há poucas empresas no mercado a combinar todos estes serviços, nomeadamente o serviço hoteleiro. E é difícil escalarem o negócio, nós conseguimos fazer isso». Caso disso é a parceria que a marca já tem com a Marriott, que assim se estreou no mercado do alojamento local, ou com o BNP Paribas, com quem trabalha na sua área de investimento imobiliário

E não é só no centro das cidades que os clientes da Hostmaker procuram alojamento, mas também noutras áreas dispersas, de que são exemplo a Ajuda, o Restelo, Madragoa, Encarnação, ou o Beato, Estoril, Parede e Costa da Caparica. «As pessoas procuram uma experiência mais autêntica e local. Quando vemos que a procura não corresponde a um determinado ativo, este pode sair do mercado».

 

Arrendamentos temporários têm cada vez mais procura

A Hostmaker não tem no mercado apenas unidade de arrendamento de curta duração, pode também arrendar a expatriados ou a quem se desloca em negócios por alguns meses.

«Há muita procura para este tipo de alojamento, especialmente da parte dos “digital nomads”. O nosso site próprio Stay permite reservar esse tipo de estadia, e esforçamo-nos sempre por ir percebendo melhor as novas formas de viajar e de viver», diz James Lemon. «Esta começa a ser uma boa alternativa ao arrendamento tradicional, e por isso queremos falar mais com os donos de portfólios e com os investidores institucionais». O objetivo da empresa é mesmo chegar às cerca de 900 unidades já no próximo ano com as novas angariações que tem nos planos.