Franceses lideram compra de imóveis com quota de 21%

Ana Tavares |
Franceses lideram compra de imóveis com quota de 21%

Luís Lima, presidente da APEMIP, comenta que «os franceses continuam no top dos que mais investem em imobiliário português. Não há dúvida de que esta rota veio para ficar, e acentua-se a diversificação deste investimento, que não se centra apenas nas principais cidades». Isto porque, «com o aumento de preços nos grandes centros urbanos, há uma procura cada vez mais acentuada em zonas de menor densidade populacional».

Segundo estes dados, a nível de importância seguem-se os compradores do Reino Unido, que representam 18% do total, os alemães, com 9%, e os chineses, com 7%. No total do primeiro semestre, o investimento estrangeiro representou cerca de 16% do total de transações.

T3 é a tipologia mais procurada pelos compradores, representando 46% do total. Os T2 representam 37% e os T1 15% da procura.

 

Imobiliário “não deverá sentir com tanta intensidade” efeitos do Brexit

A APEMIP espera que a representatividade dos compradores britânicos se mantenha nos próximos tempos, apesar das dúvidas geradas em torno do Brexit.

Luís Lima recorda que «aquando o referendo do Brexit, sentiu-se uma retração deste investimento. Neste momento, tal não se verifica, uma vez que a representatividade britânica tem vindo a crescer no investimento imobiliário. Os ingleses estão neste momento à procura de outros cestos para colocar os seus ovos, e o imobiliário português continua a ser um porto seguro de investimento».

Também os ingleses começam a estender os seus interesses a outras regiões do país: «a procura continua a centrar-se maioritariamente no Algarve, no entanto, ainda que ténue, já se nota alguma curiosidade sobre outras regiões».

Por outro lado, segundo a APEMIP, «no panorama imobiliário nacional, e tal como disse no dia do referendo, o programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Vistos Gold) poderá tornar-se uma via bastante interessante para este mercado, caso se verifiquem restrições à livre circulação».