Finangeste investe €10,5M no novo Caldas Terrace

Ana Tavares |
Finangeste investe €10,5M no novo Caldas Terrace

O Caldas Terrace surge com a conclusão e reabilitação de um edifício de construção nova inacabado e devoluto há vários anos, adquirido pela Finangeste enquanto parte de uma carteira de NPL de uma entidade financeira. Aqui vão surgir 73 novas unidades habitacionais, com tipologias T1 a T5 e áreas entre os 70 e os 225 m². O empreendimento terá ainda 7 espaços para comércio no piso térreo. Já os preços, deverão rondar os 1.800 euros/m².

A apresentação oficial do projeto (bem como a sua construção) decorreu a 7 de maio, e a aceitação do mercado é muito positiva, segundo Paul Henri Shelfhout, Presidente da Finangeste: «esperamos reservar ou vender todas as frações antes da conclusão da construção», que está prevista para 2020.

Em entrevista à VI, explicou que «a sensação que temos através dos pedidos de informação que já nos foram feitos, é que há muita procura portuguesa, especialmente famílias jovens, entre os 30 e os 40 anos».  E vê oportunidade numa procura que «cada vez mais trabalha vários dias em casa».

 

“Queremos trazer nova vida às cidades”

Shelfhout destaca que «um apartamento equivalente [ao Caldas Terrace] e com os mesmos acabamentos em Lisboa teria um valor de cerca de 6.000 euros/m². Estamos a vender a qualidade de Lisboa nas Caldas da Rainha».

Trata-se de uma zona do país que tem um futuro promissor ao nível do dinamismo das cidades e também do investimento, e onde vai ser possível ter «casas com qualidade por 1.800 euros/m²». O responsável acredita que «as nossas cidades secundárias são muito ricas, temos muito para dar ao visitante e também ao português, sem ser só em Lisboa e Porto, que também são cidades fantásticas», dando o exemplo da Figueira da Foz, Nazaré ou Leiria: «é uma zona do país onde se vai conseguir um melhor investimento em termos de preços versus qualidade de vida. Queremos investir em comunidades e trazer nova vida às cidades».

Paul Henri Shelfhout acredita que «estes são investimentos que vão atrair não só o mercado português, mas também outros mercados internacionais», nomeadamente quem «não tem capacidade para pagar os preços que se praticam atualmente» nos grandes centros urbanos.

 

A Finangeste tem também em mãos outros dois projetos semelhantes (de habitação e ativos de carteiras de NPL) nas Caldas da Rainha e outro em Torres Vedras, mas não avança ainda pormenores sobre os mesmos. Escritórios, logística ou residências de estudantes estão também na mira da Finangeste.