Falta de oferta impulsiona subida de 9,2% do valor das rendas

Ana Tavares |
Falta de oferta impulsiona subida de 9,2% do valor das rendas

Os números agora divulgados pelo INE mostram que o mercado continua aquecido. E com o aumento dos preços, diminuiu o número de novos contratos em 10,5% para um total de 71.369. A Área Metropolitana de Lisboa concentrou cerca de 1/3 dos novos contratos de arrendamento.

As sub regiões da Área Metropolitana de Lisboa, Madeira, Área Metropolitana do Porto e Algarve registaram as maiores variações homólogas no preço das rendas, de 16%, 12,8%, 12,6% e 12,6%, respetivamente.

Neste semestre, foram 37 os municípios que apresentaram um valor mediano superior ao referencial nacional, mais dois que no semestre anterior, com Lisboa a liderar com uma renda de 11,71 euros/m². Destaque também para Cascais, com 10,23 euros, Oeiras, com 9,75, Porto, com 8,22, Amadora, com 7,69, Odivelas, com 7,33, Almada, com 7,32 ou Matosinhos, com 7,25 euros/m².

 

Braga, Setúbal, Matosinhos e Porto registam os maiores aumentos

No período analisado, Braga, Setúbal, Matosinhos e o Porto foram os concelhos com mais de 100.000 habitantes a apresentar as maiores subidas dos preços das rendas, de 16,4%, 16,3%, 16% e 15,5%, respetivamente.

A rendas mais caras do país estão nas freguesias de Santo António e Misericórdia, em Lisboa, onde se registam valores medianos de 14,12 euros/m² e 14,03 euros/m², respetivamente. Santa Clara e Marvila registaram os valores de renda mais baixos da cidade, com 8,63 euros/m² e 9,96 euros/m².

Por outro lado, Carnide e Avenidas Novas registaram as maiores subidas na capital em termos homólogos, de 20,5% e 20,1%.

No Porto, a União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde registaram o valor mais elevado dos novos contratos de arrendamento, de 9,62 euros/m² e a maior variação homóloga, de 25,3% face a igual semestre do ano passado.