Casas ficam 14,8% mais caras no 2º trimestre

Ana Tavares |
Casas ficam 14,8% mais caras no 2º trimestre

Esta subida homóloga segue em linha com o ritmo de valorização do mercado observado ao longo dos últimos dois anos, desde julho de 2017, sempre em torno dos 15%, segundo a Ci. Trata-se de um período que marca a recuperação definitiva do mercado residencial, assinalando um percurso de forte crescimento dos preços no qual o preço superaria pela primeira vez em dez anos os 10%. Desde então, a variação homóloga mais elevada registou-se no final de 2018, com subidas superiores a 17%.

A nível trimestral, a tendência é de estabilização do ritmo de crescimento dos preços. As variações mantêm-se assim em torno dos 3% e 4% desde meados de 2017, sendo este também o ciclo de maior valorização em cadeia desde 2007.

Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, alerta, no entanto, que «não obstante o mercado manter uma forte valorização, os níveis de preço entretanto atingidos parecem estar a refrear as expetativas dos operadores, que se mostram cada vez mais cautelosos quanto à evolução dos preços».

Por outro lado, a oferta está a reagir: «o próprio mercado está a reagir a esta tendência de valorização, com o lançamento robusto de nova oferta. São cerca de 93.000 novos fogos em pipeline desde 2017, um volume que é encarado pelos agentes imobiliários como uma importante resposta para estabilizar a subida de preços, tendo o potencial para resolver a pressão da procura e a falta de oferta no mercado».

O Índice de Preços Residenciais é apurado a partir dos preços efetivos de transação.