Taxa de desocupação de escritórios em mínimos históricos

Ana Tavares |
Taxa de desocupação de escritórios em mínimos históricos

 

Os números são do mais recente Marketbeat Portugal de outubro da Cushman & Wakefield, segundo o qual este mercado gerou um volume de absorção até julho de 114.000 m², maiis 31% que no período homólogo em 2017.

Segundo a consultora, a oferta em pipeline na cidade começa a dar sinais de retoma, estando identificados dez novos projetos até 2020 num total de 128.000 m² – no entanto, 37% destes espaços tem já ocupante garantido.

Por outro lado, também as rendas praticadas retratam o bom momento do mercado, tendo-se registado um crescimento face ao primeiro semestre de 2017 em todas as zonas. As zonas 1 (Prime CBD) e 6 (Corredor Oeste) verificaram os crescimentos de renda prime mais acentuados, na ordem dos 8%, situando-se respetivamente nos 21 euros/m2/mês e 14 euros/m2/mês.

Na cidade do Porto o primeiro semestre regista já 43.500 m2 de ocupação. Este valor representa uma evolução muito positiva face aos últimos 3 anos, para os quais se estima um volume médio anual de procura entre os 30.000 e os 40.000 m2. Os projetos para novos edifícios de escritórios aumentaram exponencialmente no Grande Porto, estando hoje identificados mais de 150.000 m2 de área de escritórios em pipeline.  Estão já em construção 54.000 m2.

O bom momento dos escritórios verifica-se num momento excecionalmente bom para o investimento, sendo que a C&W prevê que o investimento imobiliário comercial bata novos máximos em 2018, depois de já ter registado cerca de 30 operações e 1.900 milhões de euros investidos até julho, quase tanto como o total do ano passado.