Oferta em tempo útil é o principal desafio dos escritórios

Ana Tavares |
Oferta em tempo útil é o principal desafio dos escritórios

O desafio da oferta coloca-se numa altura de crescente procura no mercado de escritórios de Lisboa. A taxa de disponibilidade continua com valores muito baixos, fixada nos 5,23% no final do semestre, com o Parque das Nações a atingir os 1,41%, depois de seis meses muito dinâmicos.

No primeiro semestre deste ano, o mercado de escritórios de Lisboa registou um take up total de cerca de 110.000 m², um aumento de cerca de 27% face ao período homólogo de 2018. 13 das perto de 100 operações registaram uma área superior a 2.000 m², o que mostra que este tipo de colocações de grandes áreas tem vindo a aumentar. A Worx recorda que as colocações superiores a 2.000 m² representavam pouco mais de 10% do take up em média entre 2015 e 2017.

Paralelamente, a renda prime tem continuado a subir, atingindo os 22 euros/m² no Prime CBD. A Worx prevê que entre 2022 e 2023 os valores se reajustem para os 18 euros, quando haverá mais oferta no mercado: até lá, aguarda-se a entrada de cerca de 300.000 m² de novos escritórios.

Pedro Salema Garção comenta que «continuam «a existir áreas disponíveis muito limitadas por ocupar. Este cenário traduzir-se-á na oportunidade para escoar os espaços ainda vazios e na promoção de projetos com contratos de pré-arrendamento, que deverão manter-se como uma grande tendência».

Neste contexto, acredita que «as zonas do Parque das Nações e Ribeirinha continuarão a ser muito atrativas para empresas que fogem ao formato de escritórios tradicional do CBD, ainda que tenham a vacancy rate mais baixa da cidade. Desta forma, as condições negociais e as renegociações continuam a ser uma vantagem para o lado do proprietário».