De acordo com os últimos dados avançados pelo Office Flashpoint da JLL, a ocupação de escritórios no mercado de Lisboa chegou ao final do 3º trimestre de 2026 com uma quebra homóloga de 25% na ocupação acumulada, com 98.000 m² transacionados entre janeiro e setembro. A descida da área transacionada contrasta com o aumento de 3% no número de operações, que chegou a 118. Esta evolução pode ser explicada pela menor dimensão dos negócios, já que foram concluídas menos operações (-7%) envolvendo áreas iguais ou superiores a 1.000 m², num total de 25. Em resultado, a área média por operação recuou 27% em termos homólogos, fixando-se em 830 m². Do lado da procura, as empresas de “Outros Serviços” lideraram a ocupação, assumindo 31% da área absorvida, seguidas das de “Serviços a Empresas” (16%). Já a Zona 3 – Nova Zona de escritórios foi a mas dinâmica, captando 37% da área transacionada.
A análise da JLL realça que em setembro a atividade ocupacional mais que duplicou em termos mensais (+179%), embora se tenha mantido inalterada em termos homólogos, com 17.525 m² transacionados em 10 operações – o que se traduziu numa área média transacionada de 1.753 m². A Zona 3 concentrou a maior fatia desta área (43%) da ocupação mensal, ao passo que o setor da “Construção e Imobiliário” foi o mais ativo (39%).
A norte, a ocupação acumulada no mercado do Porto até ao final do 3.º trimestre é de 25.600 m², uma redução de apenas 10% face ao mesmo período de 2025. O número de operações aumentou 12%, para 46, e as transações de grande dimensão (áreas iguais ou superiores a 1.000 m²) cresceram 20%, para um total de seis. A área média transacionada manteve-se estável face ao período homólogo (0%), situando-se nos 556 m². A zona 4 - Oriental captou a maior fatia da área ocupada (24%), seguida de perto pela zona 3 – ZEP (22%), com o setor das TMT’s & Utilities a destacar-se como o principal motor da ocupação (35%).
Ao contrário do verificado na capital, setembro, porém, ficou marcado por uma quebra acentuada no mercado portuense, com a atividade a reduzir 80% em termos homólogos, ainda que tenha registado uma subida de 10% face a agosto. Foram transacionados 2.351 m² em quatro operações, com uma área média de 588 m². A Zona 1 – CBD Boavista foi a mais ativa, com 82% da ocupação, e o setor dos “Consultores e Advogados” destacou-se como o mais dinâmico, com 73%.
Na leitura de Bernardo Vasconcelos, Head of Office Leasing da JLL Portugal, “setembro trouxe sinais encorajadores para o mercado de Lisboa, demonstrando que continua a existir procura para operações de maior dimensão quando as condições certas se alinham, tal como evidenciam os 8.200 m² transacionados pela JLL este mês. No Porto, apesar de a atividade se manter mais contida, os indicadores acumulados revelam um mercado resiliente, com crescimento do número de operações e das transações de grande escala. Entramos agora no último trimestre, tradicionalmente um período de maior concretização de decisões empresariais, o que nos permite olhar para os próximos meses com confiança e antecipar um reforço da atividade, aproximando os resultados de final de ano com as médias dos últimos anos”.
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