Merlin compra dois edifícios de escritórios em Lisboa por €112,2M (atual.)

Ana Tavares |
Merlin compra dois edifícios de escritórios em Lisboa por €112,2M (atual.)

 

Estão em causa os edifícios Art e Torre Fernão de Magalhães, no Parque das Nações, num total de quase 30.000 m² de ABL (22.150 m² no caso do Art, ocupado a 97% e 7.835 m² no caso do TFM, 100% ocupado). Os dois imóveis têm inquilinos como o BNP Paribas, Huawei, Sage, DHL, Bold International ou Webhelp.

A venda foi acompanhada pela Cushman & Wakefield, que atuou em representação do vendedor dos imóveis, um investidor internacional estrangeiro.

António Camilo-Alves, Associate e responsável por investimento em Business Space da equipa de Capital Markets da Cushman & Wakefield em Portugal, comenta que «esta transação foi feita com uma yield recorde no Parque das Nações, o que confirma o apetite dos investidores pelo setor de escritórios em Lisboa. O Parque das Nações é uma das localizações de escritórios mais procuradas pelos investidores, justificada por um mercado ocupacional muito forte que se traduz numa desocupação residual. Com esta conjugação de fatores, é sem surpresa que continuamos a observar investidores core a comprar nesta localização».

Com a aquisição, a socimi aumenta a sua carteira de escritórios em Lisboa para mais de 100.000 m², segundo o comunicado citado pelo espanhol El Economista. A empresa explica que «2018 foi o nosso exercício mais ativo da última década em Portugal, com mais de 200.000 m² contratados, resultado de dados macroeconómicos positivos, um regime fiscal atrativo para a retenção de talento, um mercado laboral competitivo e excelente qualidade de vida, o que está a gerar uma forte procura por parte das empresas multinacionais de shared services ou cal centres».

Atualmente, a Merlin tem 8 edifícios de escritórios em Lisboa, 5 dos quais no Parque das Nações e totalmente colocados. Nesta última compra, o preço de aquisição supõe uma rentabilidade bruta de 5,4% sobre as rendas, com uma potencial rentabilidade a níveis de mercado de 6,2%, segundo o mesmo jornal.

 

 

 

 

Atualização às 16h57