Mercado de escritórios de Lisboa cresce 47% no acumulado do ano

Ana Tavares |
Mercado de escritórios de Lisboa cresce 47% no acumulado do ano

Os dados foram apurados e agora divulgados no Office Flashpoint da JLL, segundo o qual em outubro a tomada de espaços de maior dimensão pelas empresas foi uma das tendências a destacar, o que se traduziu num aumento da área média contratada por operação.

No mês em questão, foram ocupados um total de 14.687m² de espaços em Lisboa, mostrando um crescimento homólogo de 203%, mas é, no entanto, um valor inferior em 58% ao registado no mês de setembro, quando a atividade atingiu níveis excecionalmente elevados, com uma ocupação de 35.330m².

A quota de mercado da JLL em outubro atingiu os 31%. Neste período, manteve-se a tendência para a concretização de transações de grandes áreas, com a área média por transação a atingir os 730m².

Destaque para a zona do Parque das Nações, que apesar de exibir uma taxa de disponibilidade muito reduzida, foi palco de 3 operações de mais de 1.000m², nomeadamente com a entrada de uma nova empresa de Call Center e com as expansões de área do BNP Paribas Securities e pelos CTT, que fizeram com que a Zona 5 concentrasse 45% da área ocupada em outubro.

A Nova Zona de Escritórios, por seu lado, e o Prime CBD concentraram quotas de 18% e 15%, respetivamente. Mas no acumulado do ano a zona com maior quota de mercado é o CBD, que concentra 20% do volume total de absorção, seguido de parto pelo Parque das Nações e pelo Corredor Oeste, com quotas de 19% e 18%, respetivamente.

No que diz respeito aos setores de atividade mais ativos em outubro, o destaque vai para as empresas de TMT’s & Utilities, responsáveis pela tomada de 34% do volume mensal de absorção, seguidas pelas empresas de Outros Serviços, com uma quota de 21%, que inclui a expansão de área dos CTT.

Em termos acumulados, o setor de Serviços e Empresas concentrou 30% do total, seguido pelas TMT’s & Utilities com 26%.

A JLL destaca ainda o facto de, em outubro, o tipo de transação ter sido mais homogéneo, com destaque para o aumento do peso das operações correspondentes à expansão de área e à entrada de novas empresas (37% e 26%, respetivamente), comparativamente à mudança de escritórios (38%). Este último motivo motivou 59% do total no acumulado do ano, mas é de salientar o fortalecimento das operações de expansão de área (31%) e da entrada de novas empresas (10%), que contribuíram para um aumento de 41% no que diz respeito à área tomada no mercado de Lisboa, em termos líquidos.