No primeiro semestre de 2026, o mercado de escritórios registou uma ocupação de 66.900 m² em Lisboa e de 15.850 m² no Porto, de acordo com o mais recente Office Flashpoint da JLL. Face ao período homólogo, Lisboa registou uma quebra de 20% na absorção de espaços, enquanto o Porto apresentou um crescimento de 46%.
Bernardo Vasconcelos, Head of Office Leasing da JLL, afirma que "o mercado de escritórios tem demonstrado resiliência num contexto marcado por alterações das condições macroeconómicas, incluindo a inversão das políticas monetárias, a pressão inflacionista e a revisão em baixa das perspetivas de crescimento económico. Ainda assim, Lisboa continua abaixo dos níveis de atividade registados em 2025 e, no Porto, apesar da recuperação em curso, a evolução acontece sobre uma base de ocupação historicamente mais comprimida". O responsável acrescenta que "as perspetivas para a segunda metade do ano são positivas, prevendo-se uma aceleração da atividade ocupacional que permita encerrar 2026 com níveis de take-up alinhados com os padrões observados nos últimos anos".
Em Lisboa, foram realizadas 80 operações entre janeiro e junho, das quais 18 envolveram áreas superiores a 1.000 m². As empresas dos setores de TMT & Utilities lideraram a procura, representando 38% da área ocupada, enquanto as Novas Áreas de Escritórios (Zona 3) concentraram 40% do take-up, afirmando-se como a localização preferida pelas empresas.
No Porto, registaram-se 26 operações no primeiro semestre, incluindo três transações acima dos 1.000 m². A Zona 5 (Outras Zonas do Porto) concentrou 39% da ocupação, enquanto os setores de TMT & Utilities e Estado, Europa e Associações representaram, respetivamente, 35% e 39% da área absorvida. A área média por operação fixou-se nos 610 m², abaixo dos 836 m² registados em Lisboa.
Em junho, a atividade abrandou nos dois mercados. Em Lisboa, a ocupação atingiu 8.064 m² e, no Porto, 1.490 m², o que corresponde a uma quebra homóloga de 52% em ambas as cidades. Na capital, o Prime CBD (Zona 1) concentrou 37% da atividade mensal, com as empresas de TMT & Utilities a representarem 39% da procura. Já no Porto, o CBD – Boavista (Zona 1) foi responsável por 75% da ocupação registada no mês, enquanto o setor de Consultores & Advogados liderou a procura, com 67% da área ocupada.