Lisboa tem o 3º maior crescimento de absorção de escritórios da Europa

Ana Tavares |
Lisboa tem o 3º maior crescimento de absorção de escritórios da Europa

De acordo com a Worx, a área colocada na primeira metade do ano subiu 27% face a igual período do ano passado, num total de 110.069 m², apenas ultrapassada pelos resultados de Roma e Bruxelas. Apesar de ser um valor de take up longe do registado nos principais mercados, é «um sinal muito positivo do dinamismo da capital portuguesa, que tem vindo a ganhar cada vez mais interesse e projeção internacional», segundo a consultora.

Paris, Londres, Munique e Amesterdão registaram mesmo descidas na área colocada face ao período homólogo, o que mostra a falta de espaços para ocupar e as incertezas levantadas pelo Brexit. Berlim (1,7%), Munique (2,2%) e Hamburgo (4,4%) registaram as taxas de desocupação mais baixas a nível europeu. Milão (10,2%), Bucareste (10,2%) e Madrid (9,3%) mantêm as taxas de desocupação mais elevadas dos países considerados. Lisboa subiu dos 5,8% no primeiro semestre do ano passado para os 5,9% este ano.

A consultora prevê que no segundo semestre do ano Lisboa mantenha uma procura ativa e constante: «com as oportunidades para escoar os espaços ainda vazios, a promoção de projetos com contratos de pré-arrendamento já celebrados é expectável que as prime rents sejam um espelho dessas tendências».

Pedro Salema Garção, Head of Agency da Worx, comenta que «para além dos projetos em pipeline, nota-se que a reconversão de vários edifícios de escritórios para habitação, estão a ser repensados novamente para o uso de escritórios e até que essas novas áreas entrem no mercado, este segmento irá continuar na mira dos investidores, criando pressão nos espaços de escritórios existentes, reforçando assim a procura por novos espaços, de forma a satisfazer a procura».