Escritórios registam o melhor semestre dos últimos 11 anos

Ana Tavares |
Escritórios registam o melhor semestre dos últimos 11 anos

De acordo com a análise da Savills, estes números animam o mercado. Só em junho, a colocação de escritórios no mercado de Lisboa aumentou 77% face a igual mês do ano passado para os 30.154 m², contribuindo fortemente para o resultado do primeiro semestre.

Em junho, foram registadas 19 operações, menos 7 que no período homólogo. A zona 1 absorveu 64,3% de todo o take up do mês, devido à contabilização do novo edifício FPM41, com 16.900 m².

No acumulado do semestre, as zonas 1 e 5 destacaram-se representando 52,9% da área tomada, 24.037 m² e 28.463 m², respetivamente. Todas as zonas da cidade registaram aumentos do take up face ao ano anterior, à exceção da zona 4 que não registou qualquer operação. No total deste período, foram registadas 93 operações, menos 15 que no ano passado.

Rodrigo Canas, Associate Director Agency Departament da Savills Portugal. Refere que «cerca de 34% do take-up é justificado pela entrada no mercado de novos edifícios e a sua rápida absorção é a prova da escassez de espaços para escritórios em Lisboa, sobretudo espaços de grande dimensão e com disponibilidade imediata, o que acaba por tornar os processos de pré-arrendamento ou de atempada negociação dos contratos existentes, como uma tónica presente no mercado de Lisboa». Excluindo estes edifícios, o responsável destaca que «ainda assim existiram 9 colocações acima dos 2.000 m², sinal de que o mercado tem conseguido colmatar, ainda que em zonas secundárias, parte da procura existente».

A Savills destaca que, apesar de o 1º semestre do ano ter registado valores superiores aos do ano passado, o take up do total do ano não deverá superar o recorde registado em 2018, já que «a performance positiva, até ao momento, deve-se sobretudo à entrada no mercado de novos edifícios em zonas com taxas de disponibilidade muito baixas (sobretudo nas zonas 1 e 5), algo que não deverá repetir-se até ao final do ano, o que limitará novamente a oferta aos escassos espaços existentes».