A consolidação da Dils no mercado nacional de escritórios ganhou expressão concreta nos últimos meses, com a angariação de 25 mandatos exclusivos desde a integração total da equipa office, em março de 2025. No total, foram comercializados 12.500 m², refletindo a afirmação da consultora num dos segmentos mais competitivos do imobiliário.
Este crescimento tem sido sustentado por projetos de grande dimensão, entre os quais se destacam o Campo Novo, Alexandre Herculano 53, Planasa, República 5 e Infante, ativos que reforçam a presença da Dils em localizações estratégicas e com perfis diferenciados de ocupação.
Em paralelo, a consultora tem vindo a ganhar tração no segmento de Tenant Supply, assumindo mandatos de substituição de inquilinos atribuídos por empresas como a RE Capital, a PLEO ou a Foundever.
Já ao nível dos negócios concluídos, a Dils acompanhou empresas de perfis muito distintos, da tecnologia aos serviços, passando pelo investimento e pela indústria, como a Inetum, Servinform, Krest, Quest, Vizta, Overseas, Ó Capital e Reviva Capital. Um leque alargado de players que reflete a diversidade de necessidades e a procura crescente por escritórios mais qualificados, eficientes e alinhados com os novos modelos de trabalho.
Do volume total transacionado pela Dils, observa-se uma dinâmica marcada pela procura crescente nas Zonas Prime CBD (Zona1) e CBD (Zona2) que, juntas, correspondem a mais de 75% da área comercializada. Estas zonas são principalmente procuradas por empresas de serviços, como sociedades de advogados, consultoras e financeiras, que continuam a privilegiar localizações centrais, onde encontram edifícios modernos, bem servidos por transportes e com um ecossistema consolidado de serviços.
A zona 3 (Campo Grande e Entrecampos) tem também sido bastante valorizada, correspondendo a 10% da procura e as Zonas 5 (Parque das nações) e Zona 6 (Corredor Oeste) continuam a ser particularmente atrativas para empresas tecnológicas e de serviços partilhados.
As amenities são determinantes no processo de decisão, com as empresas a valorizar cada vez mais edifícios que ofereçam soluções integradas e com foco na experiência dos colaboradores, desde auditórios, ginásios e balneários, até salas de reunião, espaços colaborativos, áreas de wellness, restauração e facilidades de mobilidade.
A procura por espaços de elevada qualidade continua também a crescer, com as empresas dispostas a investir em edifícios inovadores, tecnologicamente avançados e sustentáveis, capazes de responder às exigências de uma nova geração de ocupantes mais consciente e orientada para a eficiência.
Sobre as tendências para este ano, Mariana Rosa, Head of Office da Dils em Portugal, afirma que “espera-se que o futuro dos escritórios continue a seguir um modelo híbrido, digital e profundamente centrado nas pessoas. Antecipamos um aumento da procura por espaços flexíveis, por localizações centralizadas, com uma boa rede de transportes e por edifícios com certificações ambientais, onde a tecnologia e a experiência do utilizador assumem um papel determinante”.
“Apesar da consolidação do trabalho híbrido, observa-se um regresso consistente aos escritórios, motivado pela necessidade de reforçar cultura e valores da empresa e aumentar a criatividade e colaboração. Esta evolução, contudo, tem levado as empresas a repensar dimensões e eficiência dos espaços, privilegiando layouts versáteis e áreas mais compactas, mas altamente funcionais e confortáveis”, acrescenta.