Colocações de escritórios acima dos 1.000 m2 representaram 26% do total

Ana Tavares |
Colocações de escritórios acima dos 1.000 m2 representaram 26% do total

 

O ano de 2018 fechou com um total de 206.428 m² tomados em Lisboa, volume que representa um crescimento de 24% face ao ano anterior, e um máximo dos últimos 10 anos. É o que revela o mais recente Office Flashpoint, da JLL.

Foram realizadas 229 operações, das quais 60 negócios dizem respeito a áreas acima dos 1.000 m², mais 15% que no ano anterior, «comprovando o crescente apetite por escritórios de maior dimensão. Esta tendência foi também evidente no aumento da área média de transação, que em 2018 ascendeu a 900 m2, comparando com os cerca de 670 m2 que em média as empresas ocuparam em 2017», esclarece a consultora.

Em dezembro, foram tomados 15.323 m², menos 41% que no mês anterior, mas mais 27% que em dezembro de 2017, dizendo respeito a 25 operações, com uma área média de 613 m².

Mariana Rosa, diretora de Office Agency e Corporate Solutions da JLL, explica que entre os principais motores para esta procura de áreas de maior dimensão estão «a vinda de multinacionais para a instalação de centros de inovação, tecnológicos ou de serviços partilhados, assim como a proliferação de espaços de co-working».

Por outro lado, nota que «a atividade de 2018 só não supera o recorde histórico de mercado, atingido em 2008 por falta de oferta adequada aos principais requisitos da procura atual, nomeadamente a preferência por espaços modernos, de grande dimensão por piso, em zonas centrais e/ou próximas de transportes públicos».

As empresas de TMT’s & Utilities foram as mais ativas ao longo deste ano, representando 33% do take up, seguidas pelas empresas de Serviços a Empresas, responsáveis por 28% do total.