Zonas da Asprela e de Campanhã são os novos eixos para a competitividade

Zonas da Asprela e de Campanhã são os novos eixos para a competitividade

 

O Porto está hoje «na vanguarda das cidades que possuem um ambiente de negócios mais competitivo», afirmou o vereador da Economia, Turismo e Comércio da Câmara do Porto, Ricardo Valente, que falava durante a última sessão do projeto InFocus Porto, a 25 de maio, no Palácio da Bolsa. Uma dinâmica que se espelha nos números da autarquia «mais de 900 milhões de euros de investimentos na cidade, com 31 projetos já finalizados pela InvestPorto e cerca de 142 novos projetos que se encontram em fase de preparação».

De olhos postos no futuro a Câmara quer «uma cidade mais competitiva e melhor colocada no radar do investimento internacional em diversas áreas de atividade». E para isso definiu, com base nas conclusões do projeto InFocus, duas zonas de investimento estratégico, a Asprela e a zona mais oriental da cidade, Campanhã e Bonfim.

A autarquia, a Universidade do Porto e o Instituto Politécnico do Porto irão promover, em conjunto, uma estratégia de branding para a zona da Asprela - o ‘Porto Innovation District’, uma área dedicada à academia e à investigação. Até 2022 deverão nascer novos edifícios, com diferentes funções e usos, espaços públicos deverão ser transformados e desenvolvidas novas áreas verdes.

Para as zonas de Campanhã e do Bonfim estão definidos dois projetos estruturantes: o Terminal Intermodal de Campanhã e a Requalificação e Reconversão do Antigo Matadouro do Porto.

«Campanhã é uma das prioridades da autarquia», reafirmou Pedro Baganha, vereador do urbanismo da Câmara Municipal do Porto, acrescentando que «é fundamental reconectar aquela área à cidade». «Há já algumas empresas a se instalarem naquela zona, atentas às características promissoras daquele território e outras que vão chegar», disse.

A autarquia tem um alargado plano de investimento para a zona mais oriental da cidade. A operação de reabilitação urbana da ARU de Campanhã-Estação prevê uma profunda operação de reconversão e de reabilitação urbana, associado a um investimento global de cerca de 75 milhões de euros, num prazo de dez anos.

 

Câmara já tem vencedor para a reconversão do antigo Matadouro

 

A requalificação do Antigo Matadouro Industrial do Porto é uma das grandes obras da autarquia, com mais de 20 mil metros quadrados e orçada em 15 milhões de euros.

Sobre o concurso para a requalificação e exploração deste equipamento, a que concorreram as empresas Mota-Engil, a ABB e o consórcio da Lucios, Pedro Baganha disse que «já há vencedor e será publicamente anunciado nos próximos dias». A empresa selecionada será responsável pela reabilitação de grande parte do equipamento, sendo que apenas algumas estruturas serão demolidas. Será construído um novo edifício, nas traseiras do terreno, a partir do qual será aberta uma nova ligação direta ao metro e ao parque de estacionamento do Estádio do Dragão.

Ao vencedor caberá também a maior parte da exploração, «35 a 38% do equipamento ficará a cargo da Câmara Municipal do Porto, sendo que o restante ficará à exploração do operador que ganhou o concurso», explicou.