Zona ribeirinha soma 30.000m2 de escritórios à oferta de Lisboa

Ana Tavares |
Zona ribeirinha soma 30.000m2 de escritórios à oferta de Lisboa

Os números são avançados numa análise da C&W, segundo a qual a oferta de escritórios em Lisboa tem vindo a passar por um processo de transformação significativo nos últimos anos, graças ao boost da reabilitação urbana. Foram surgindo novas “micro zonas” de escritórios, e a zona entre o Cais do Sodré e Santos foi «pioneira nesta tendência».

A consultora explica que esta zona, integrada na Zona 4, era pouco significativa no mercado de escritórios até 2008, com volumes de procura reduzidos. A partir desse ano, instalaram-se nesta área as sedes da Agência Europeia Marítima, do Observatório da Droga, do Banco BIG e, mais recentemente, em 2015, a nova sede da EDP. No ano passado, abriu no Cais do Sodré o novo espaço de escritórios Second Home, um espaço de coworking, e foi concluído o projeto de reabilitação do Edifício D. Luís I, que somou 10.000m² à oferta existente.

Este ano, deverão inaugurar 3 novos edifícios na zona, todos eles com ocupação garantida por grandes ocupantes, entre os quais a Abreu Advogados, na zona do Jardim do Tabaco, a Vieira de Almeida, na Rua D. Luís I, ou a WPP, no nº62 da Avenida 24 de Julho.

Entre 2008 e 2016 inauguraram na zona ribeirinha 40.000m² de escritórios, mais de 80% da oferta que inaugurou no mesmo período em toda a zona 4. Até ao final deste ano, esperam-se mais 30.000m², que representam a quase totalidade da nova oferta esperada para o total da Grande Lisboa.

Pode constatar-se a preferência dos ocupantes por esta área da cidade pelo facto de que nestes 8 anos foram transacionados 48.000m² de ABL, 72% da procura total da zona 4. Entre 2014 e 2016 esta procura representou 90% do volume da zona 4.

A C&W acredita que «a forte atratividade da zona ribeirinha de Lisboa para o uso de escritórios deve manter-se, com um alargamento da mesma até Alcântara, onde existem alguns projetos de escritórios com uma dimensão muito considerável que em breve devem materializar-se, dada a escassez de espaços em toda a cidade». Os grandes interessados são as multinacionais e os grandes ocupantes.  A consultora acredita que os pequenos ocupantes começarão a surgir em maior número quando se iniciar a construção especulativa.