Vendas a estrangeiros pesam 18,3% do investimento no centro de Lisboa

Susana Correia |
Vendas a estrangeiros pesam 18,3% do investimento no centro de Lisboa

Os números foram apurados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do SIR-RU, que revela ainda que os europeus foram os cidadãos mais ativos nas aquisições por internacionais, sendo responsáveis por 52% do número de imóveis comprados por estrangeiros, ao passo que o peso dos asiáticos foi de 34%. Com uma representatividade menor estão os continentes Africano e Americano, cada um com cerca de 6% do total dos imóveis transacionados.

Numa análise nacionalidade a nacionalidade, os franceses e os chineses são os compradores que mais se destacam quer em volume de investimento quer em número de imóveis adquiridos, ambas com quotas de mais de 20% nos dois indicadores. No conjunto, as duas nacionalidades foram responsáveis por 50% do volume de investimento (chineses, 29% e franceses, 21%) e por 48% dos imóveis adquiridos (chineses, 25% e franceses, 23%) por estrangeiros.

Pelas contas da Confidencial Imobiliário, os investidores chineses desembolsaram em média 489.000 euros por imóvel, preferindo as freguesias fora do Centro Histórico, que têm um peso agregado de 63% nas transações protagonizadas por esta nacionalidade. Neste contexto, destaca-se Arroios, com 20% do total. Ainda assim, a freguesia da Misericórdia, no Centro Histórico, concentra 27% dos imóveis adquiridos por chineses.

 Já os franceses investiram, em média, 263.000 euros, mostrando preferência pelo Centro Histórico, especialmente nas freguesias da Misericórdia e de São Vicente, que concentram, respetivamente 23% e 20% dos imóveis adquiridos por esta nacionalidade.

Olhando para o mapa da ARU, as freguesias da Misericórdia e Santa Maria Maior – ambas no Centro Histórico de Lisboa -; e de Santo António são as que concentram maior número de imóveis adquiridos por compradores internacionais, com mais de uma centena de transações cada. Também as freguesias de Arroios, Estrela, São Vicente e Avenidas Novas se mostraram dinâmicas, com o número de vendas a estrangeiros em cada uma a variar entre os 65 e os 88 imóveis.