Transformação do eixo Martim Moniz – Intendente: a “next big thing” de Lisboa

Ana Tavares |
Transformação do eixo Martim Moniz – Intendente: a “next big thing” de Lisboa

Trata-se de uma zona que tem experienciado esta variedade cultural ao longo dos séculos, o que lhe confere a sua reconhecida natureza integrante retratada nas diferentes atividades económicas de retalho, residencial, hotelaria, escritórios e serviços públicos.

Aqui, a nova oferta de conceitos alternativos e inovadores com forte componente étnica vai caraterizar as diferentes atividades económicas, culturais e de lazer. Esta é uma das principais conclusões da mais recente análise “Lisboa What’s Next” do grupo de estudo “City Thinkers” da consultora, que pensa a cidade numa ótica de desenvolvimento sustentável a nível social, comercial e de investimento.

Este grupo de trabalho demonstra um claro movimento positivo e renovador deste eixo, bem patente na renovada Praça do Intendente. São vários os exemplos de novos equipamentos de lazer ou de hotelaria, além de uma «inevitável alteração do skyline», tendo em conta a eventual verticalização de projetos futuros como forma de crescimento orgânico.

Aqui, a nova oferta de retalho alternativo vai coexistir com os conceitos tradicionais, ancorada por novos conceitos de restauração inovadores e cosmopolitas, especialmente em torno da Praça do Martim Moniz. Este poderá ser mais um exemplo de “bairros étnicos” de sucesso em cidades onde o turismo é parte fundamental da atividade económica, acredita a consultora.

Ricardo Reis, partner na C&W e líder do grupo “City Thinkers”, explica que «na reflexão do nosso grupo, este é o ponto de partida de uma seção da Avenida Almirante Reis com um potencial significativo para se diferenciar e posicionar no contexto económico e social da capital como um destino consolidado por natureza e vontade própria».

Por outro lado, «assentamos a nossa reflexão no pressuposto de podermos potencializar positivamente esta mesma diferença. É um dos nossos objetivos criar as condições necessárias junto dos proprietários para o surgimento de projetos de qualidade, de âmbito hoteleiro e/ou de retalho, integrados entre si e com a capacidade geradora de novos mercados de consumo local e estrangeiro, em particular da população turística».