The Resort Group investe €300M em novo megaprojeto em Cabo Verde

Ana Tavares |
The Resort Group investe €300M em novo megaprojeto em Cabo Verde

 

O grupo tem já 5 resorts na Ilha do Sal, totalmente comercializados, e agora aposta «num projeto mais vasto na Boavista, onde há muito turismo e falta de oferta adequada», explica David Dumble, diretor comercial internacional do TRG, aos jornalistas, em Lisboa, onde o grupo esteve presente este mês para encontros com futuros parceiros imobiliários.

Está lançado o projeto do primeiro de 6 resorts, o White Sands, que terá gestão hoteleira da Meliã, 75% comercializado. Uma outra unidade de 490 quartos na linha da praia de Santa Mónica será gerida pela Steinenberg, e há outras hoteleiras interessadas. O modelo de negócio será semelhante ao que já é aplicado na ilha do Sal: «somos donos do terreno, montamos toda a operação da parte de projeto/resort, temos parceria com um grande operador de construção, e a parte hoteleira é explorada por cadeias internacionais. E temos um produto de investimento imobiliário, unidades que o cliente pode ter, exploradas por uma cadeia internacional».

No total, na ilha da Boavista o grupo vai desenvolver cerca de 4.000 propriedades, que se juntam às 3.200 da ilha do Sal. O investimento de 300 milhões de euros será feito numa área de implantação de cerca de 750.000 metros quadrados.

O TRG oferece um produto de investimento ao qual chama “12-7-5”. Estas unidades residenciais/turísticas têm um rendimento estipulado de 12% ao ano, pago pelo TRG, durante a fase de construção do projeto. «Quando concluída a construção e quando o resort abre, durante os primeiros 5 anos o investidor recebe 7%, e nesse período não pode vender o imóvel. Depois disso pode vender, mas se ficar com ele pagamos 5% mínimo ao ano, ate ao 15º ano desde a abertura do resort. Se a conta da exploração for superior, a rentabilidade pode ser superior», explica. Investidores estes que são, maioritariamente, britânicos, franceses, holandeses, italianos ou alemães e portugueses.

Garantindo que este é um bom investimento, para David Dumble, há que realçar a vantagem de Cabo Verde ter apenas 1 hora de diferença para a Europa, e bom clima nos meses chuvosos do Velho Continente, além de ser mais próximo que as Caraíbas, sem época de furacões. Além disso, «temos um pipeline de 11 cadeiras hoteleiras internacionais que querem fazer parcerias connosco».   

A capital portuguesa é a nova base station do grupo na Europa, ponto estratégico de captação de investidores e clientes, onde abriu recentemente novo escritório. «Estamos em Portugal por ser um mercado muito forte para o investimento. Só no ano passado foram 65.000 os portugueses que visitaram Cabo Verde, e temos boas oportunidades de voos diretos, que se fazem em três horas e meia. Queremos fazer uma boa distribuição de oportunidades para os investidores a partir daqui».

Questionado sobre a intenção de desenvolver novos projetos em Portugal, David Dumble admitiu que a região tem potencial, mas «o nosso foco presente é mesmo Cabo Verde, a 100%, que tem tantas oportunidades de investimento».

Para já, o TRG pretende completar as vendas dos 6 novos resorts até 2023. «Acreditamos que, com a procura atual do turismo, vamos conseguir».