TAXA DE OCUPAÇÃO NOS 80% EM MAIO

Ana Tavares |
TAXA DE OCUPAÇÃO NOS 80% EM MAIO

 

Maio foi um «mês de consolidação para a hotelaria nacional», nota a AHP no seu mais recente AHP Tourism Monitors. Neste período, manteve-se a tendência de crescimento dos indicadores da hotelaria nacional, sendo que a taxa de ocupação se destacou nas 2 estrelas, que subiram 4,1%, com uma ocupação de 84%.

Por outro lado, Madeira, Oeste e Lisboa registaram uma descida de -2,7%, -0,5% e -0,1%, respetivamente, face ao período homólogo. Em oposição, Leiria/Fátima/Templários registaram a maior subida regional, de 8,8%, seguida por Viseu, com +8,6% e pelos Açores, com +5,1%, o que se explica com a visita do Papa Francisco no caso da região Centro.

O preço médio por quarto ocupado a nível nacional fixou-se nos 87 euros, mais 12% que no período homólogo. As unidades de 2 e 4 estrelas foram as que mais cresceram, 14% e 12%, respetivamente. Em termos regionais, destaque para a subida de 16% da Madeira, de 16% de Coimbra e de 13% de Lisboa. A par disso, o RevPar cresceu 14%, fixando-se nos 70 euros.

A receita média por turista no hotel registou um aumento de 10% em maio, face a igual mês do ano anterior, fixando-se nos 127 euros. Leiria/Fátima/Templários foi o destino que mais cresceu, com uma variação de 31%. A Madeira destacou-se em termos absolutos com uma receita média de 289 euros.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, destaca que «num mês de consolidação para a hotelaria nacional, os eventos ocorridos no Minho, Centro e Açores foram absolutamente impactantes para o crescimento da taxa de ocupação nesses destinos e, consequentemente, do RevPAR». Esta responsável salienta também «o crescimento do destino Grande Porto em todos os indicadores, em particular na taxa de ocupação, tornando este destino líder, a par de Lisboa e Madeira».