Smart Studios quer ter 1.000 unidades para estudantes nos próximos anos

Ana Tavares |
Smart Studios quer ter 1.000 unidades para estudantes nos próximos anos

A mais recente unidade da Smart Studios situa-se nas Laranjeiras, apresentada ao mercado no final de 2016. Trata-se do antigo Palácio da Estradas das Laranjeiras, agora reabilitado. Até agora, «tivemos uma boa aceitação», explica Ricardo Kendall, administrador da Smart Studios, em entrevista à Vida Imobiliária. A tipologia T0 foi a mais procurada, seguida pelos estúdios duplos, e várias unidades já estão arrendadas.

Neste momento, a Smart Studios tem em mãos 5 empreendimentos, num total de 230 apartamentos, 100 dos quais arrendados e os restantes em obra. Em funcionamento estão as unidades de Celas, em Coimbra, Campolide e Ajuda (além das Laranjeiras) em Lisboa. «Acabámos de assinar a compra de um terreno em Carcavelos para construir cerca de 350 apartamentos, e estamos a fechar um outro terreno em Lisboa para construir 100 unidades T0. Se tudo correr bem, poderemos acabar 2017 com mais de 600 apartamentos», explica o mesmo responsável. Para este fim, já foram investidos cerca de 10 milhões de euros, e a ideia é «continuar a investir».

Ricardo Kendall explica que as grandes vantagens dos alojamentos disponibilizados pela Smart Studios são «principalmente o facto de o Studio ser feito de raiz para este fim, ter cozinha e wc próprio, estar inserido numa comunidade de estudantes, ter um apoio de uma empresa profissional neste segmento». E realça que a diferenciação passa pelas «localizações dos nossos edifícios», ou pela «qualidade da nossa equipa e serviços».

A Smart Studios procura imóveis em zonas «próximas de universidades, zonas de escritórios, que sejam bem servidas por transportes, idealmente que tenham algumas âncoras próximas, como supermercados, ginásios, farmácias, etc», explica. O principal público alvo são estudantes e profissionais deslocalizados, sendo que as rendas médias rondam os 300 euros por mês em Coimbra e «um pouco mais» em Lisboa.

Trata-se de «um negócio de muito longo prazo, estamos a financiar-nos a 12 anos, não é um negócio que crie cash flows muito altos, é mais um negócio de criação de património». As oportunidades existem, e «o mercado português de student housing é muito fragmentado e pouco profissional. Dentro de 5 a 10 anos existirão meia dúzia de players com algumas centenas de camas ou mesmo alguns milhares de camas».

Ricardo Kendall avança também que o mercado arrancou o ano «muito quente. O valor do metro quadrado tem aumentado muito e pode ser um travão para o desenvolvimento do segmento de student housing, que ainda é tão jovem no mercado português», alerta.