Preço das casas vai crescer em 2018, diz APEMIP

Ana Tavares |
Preço das casas vai crescer em 2018, diz APEMIP

 

Segundo este relatório, os promotores associados mostram-se confiantes no próximo trimestre. 58% dos inquiridos considera que o preço dos imóveis vai continuar a aumentar, numa altura em que o investimento estrangeiro vale cerca de ¼ das transações. Os franceses foram os principais compradores, representando 63,37% das respostas.

Metade dos mesmos reportam um aumento da atividade no segmento da habitação em novembro, o mais dinâmico de todos. 21% atestam uma recuperação do comércio, e 19% dos escritórios. 53% destacam a venda de imóveis de tipologia T2, a mais vendida neste mês, seguidos pelos T3, com 32% das respostas, e T1 com 9% das mesmas.

50,5% destes promotores inquiridos registaram um aumento das operações de compra e venda de imóveis no mercado habitacional. 6% apontam para um crescimento de 50% a 75%, e 8% estimam que este possa ter chegado perto dos 100%, face a igual mês do ano passado.

Os valores oscilam entre os 75.000 e os 125.000 euros para 35,6% dos inquiridos, sendo que 17,3% apontam para intervalos entre os 125.000 e os 175.000 euros. Outros 17% reportam um intervalo de preços entre os 175.00 e os 250.000 euros, e 6,7% preços acima de 500.000 euros.

No que concerne o número médio de angariações, 43,56%dos participantes aponta uma estabilização, e 30,69% destaca a diminuição deste número. 25,74% reportou um aumento das angariações.

Segundo os números citados pelo DV, em novembro os imóveis demoravam um tempo médio de 4 a 6 meses para ser vendidos, segundo 42,57% dos inquiridos.

 

Arrendamento tem importante fatia da procura

Para 44,55% dos participantes, o arrendamento corresponde a até ¼ da procura residencial, e 22,7% acreditam que esta percentagem pode chegar a 50% da procura.

Igual percentagem considera que este mercado pode mesmo vir a representar entre 50% a 75% da procura residencial. No entanto, os inquiridos reportam, no geral, uma estabilização dos preços, que se situaram em novembro maioritariamente entre os 300 e os 500 euros (47,5% dos inquiridos), e até 750 euros (21,8%).