Mercado imobiliário de Braga conquista a preferência dos compradores

Fernanda Cerqueira |
Mercado imobiliário de Braga conquista a preferência dos compradores

 

Segundo Miguel Bandeira, vereador do urbanismo da Câmara Municipal de Braga, «apesar de contarmos com alguns pedidos de licenciamento para novas obras, a reabilitação urbana tem sido o principal motor deste novo ciclo». «Em 2011 existiam cerca de 10 mil fogos devolutos. Informalmente era apontado um número superior, na ordem dos 15 mil. Eram milhares de fogos disponíveis para reabilitação, uma enorme oportunidade».

O vereador do pelouro do urbanismo, que falava no dia 13 de julho, em Braga, no âmbito dos Pequenos Almoços do Imobiliário, organizados pela revista Vida Imobiliária, confirmou que «a reabilitação urbana está na ordem do dia». «Entre 2013 e 2017 as obras de conservação e de reabilitação, em Braga, registaram um aumento de quase 40%», referiu Miguel Bandeira. Durante aquele período, no centro histórico, foram realizadas mais de 500 intervenções de conservação e mais de 200 intervenções de reabilitação. «Hoje a reabilitação urbana já não é focada apenas nos centros históricos», apontou. Não obstante o centro histórico de Braga ter uma área muito grande, comparativamente ao centro histórico de outras cidades, a reabilitação urbana estende-se já para lá daquele território. Um fenómeno acompanhado por uma nova atitude dos promotores e investidores, «a reabilitação urbana já não é entendida como um investimento de retorno rápido, hoje percebesse que a reabilitação permite um outro tipo de investimento, um investimento a longo prazo», comentou o vereador.

 

Braga lidera o processo de recuperação de preços

 

À semelhança do que tem acontecido de uma forma generalizada por todo o país, o mercado imobiliário de Braga tem assistido a uma valorização crescente. «Quando comparadas as cidades de Braga, Guimarães, Barcelos e Vila Nova de Famalicão, Braga é o único concelho que já recuperou para preços anteriores a 2007», referiu Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário. E se o padrão nacional é de valorização, os valores praticados continuam ainda longe daqueles que eram convencionais antes do período de crise, à exceção de «Braga que está acima 3,42% face a 2007», acrescentou.

 

Procura direciona-se para as cidades de média dimensão

 

Os números da Confidencial Imobiliário espelham o «sentimento de otimismo» que caracteriza o setor, comentou Ricardo Sousa, CEO da Century 21.

De olhos postos no futuro, a tendência é clara: «o volume de transações vai continuar alto, mas não vai registar os números impressionantes do último ano», disse Ricardo Sousa. No centro das atenções colocar-se-ão as cidades médias que ganham protagonismo atendendo à escassez de ativos e à escalada de preços nos grandes centros urbanos de Lisboa e do Porto.

Os operadores do mercado reconhecem que o investimento das famílias no imobiliário tem sido, até ao momento, maioritariamente à base de capitais próprios. Uma opção que se explica pela quebra de confiança no setor bancário no período de crise e pelas baixas taxas de juro e retornos. «Uma tendência que se deverá inverter nos próximos anos», disse Francisco Ferreira Lima, da Caixa Geral de Depósitos, acrescentando que a banca está «pronta para regressar ao mercado, mais sólida e mais eficiente».

 

Os Pequenos Almoços do Imobiliário são organizados com o apoio da Century 21, da Caixa Geral de Depósitos e da Confidencial Imobiliário. O recém inaugurado Hotel Vila Galé Collection Braga foi o anfitrião deste networking de profissionais.

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