Mercado de escritórios de Lisboa cresceu 23% no 1º trimestre

Fernanda Cerqueira |
Mercado de escritórios de Lisboa cresceu 23% no 1º trimestre

Os números comprovam a dinâmica de crescimento que se vive no mercado de escritórios de Lisboa. De janeiro a março deste ano as empresas ocuparam 39.899 m2 de escritórios, o que representa um aumento de 23% face ao mesmo período de 2016.

Os números constam do último Office Flashpoint da JLL, de acordo com o qual, no 1º trimestre, a área média por transação situou-se nos 650 m2, num total de 61 operações de ocupação de escritórios. A mesma análise assinala que a mudança de escritórios foi a principal motivação para a ocupação de área no trimestre, com um peso de 78% do total do take up. Os restantes 22% distribuem-se entre a expansão de área e a entrada de novas empresas em Lisboa.

«O ano começou com o mercado de escritórios bastante ativo e a tendência de transações de grande dimensão manteve-se, com nove operações acima dos 1.000 m2 nestes três meses. Muitas destas operações são referentes a mudanças de edifício, já que as empresas viram neste momento de mercado, em que ainda existem alguns edifícios novos ou em localizações prime, uma boa oportunidade para mudar de instalações», comenta Mariana Rosa, Diretora do Departamento de Office Agency & Corporate Solutions da JLL.

Do lado da oferta, o Corredor Oeste foi a zona mais dinâmica, com 33% da área ocupada no trimestre, seguida do Prime CBD, com um peso de 27%. Do lado da procura, foram as empresas da área ‘Farmacêuticas e Saúde’ que ocuparam mais espaço (22% do total), com os setores de ‘Consultores e Advogados’ e de ‘Serviços Financeiros’ a apresentarem um dinamismo equiparado, com pesos de, respetivamente, 19% e 18%.

Só no mês de março foram ocupados 8.375 m2 de escritórios num total de 30 operações, com uma área média de 279 m2. Neste mês destacaram-se o Corredor Oeste (45% do take up mensal), a Nova Zona de Escritórios (24%) e a Zona Histórica e Ribeirinha (11%). As duas primeiras zonas acolheram as duas operações acima de 1.000 m2, nomeadamente a instalação da VWR em 1.400 m2 no Corredor Oeste e de O Parque em 1.500 m2 na Nova Zona de Escritórios.