MEFIC e Round Hill investem €100M em novo projeto no Porto

Ana Tavares |
MEFIC e Round Hill investem €100M em novo projeto no Porto

Este novo empreendimento, em Paranhos, e próximo do campus universitário da Asprela, prevê a construção de acomodação para 1.200 estudantes, 200 apartamentos residenciais, um hotel, zonas comerciais, espaços de escritórios e estacionamento, noticia o Negócios. Será incluído no Porto Innovation District, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto e das universidades, faculdades, escolas de negócios, hospitais, institutos e centros de pesquisa para a promoção da inovação, empreendedorismo e investimento no Porto.

Michael Bickford, CEO da Round Hill, explica citado pela mesma fonte que «há vários anos que a Round Hill está a analisar o mercado português e estamos extremamente contentes com a aquisição deste lote de terreno para reabilitação com utilização mista». O anúncio é feito numa altura em que Portugal «beneficia de tendências macroeconómicas positivas, indicadores sólidos na oferta/procura no segmento da residência para fins académicos, hotelaria, propriedade residencial e um ambiente de investimento positivo».

Ibrahim A. Al Hedaithy, administrador executivo da MEFIC, adiantou que Portugal «partilha os nossos valores de integridade e profissionalismo», e que os responsáveis da empresa estão «muito contentes» que «o primeiro investimento da MEFIC fora da Arábia Saudita seja feito em Portugal». A empresa pretende participar «no crescimento do Porto enquanto destino de investimento a nível europeu».

A Cushman & Wakefield atuou nesta transação em representação do vendedor, que não foi identificado. Ana Gomes, Associate e diretora do departamento de Industrial & Terrenos da Cushman & Wakefield, comenta que «esta transação, que é uma das maiores dos últimos anos no Porto, vai dar nova vida a um antigo espaço industrial. Mas, acima de tudo, o ambicioso projeto vai criar novas e melhores condições para acolher todo o tipo de pessoas que procuram cada vez mais a cidade do Porto para estudar, trabalhar e visitar. É mais um excelente exemplo da possibilidade de transformação de espaços antigos e obsoletos em novas infraestruturas urbanas em benefício das cidades e dos seus residentes e visitantes». 

As obras deverão arrancar ainda este verão, e terão a duração de 4 a 5 anos.