Lisboa no mapa do investimento para 2018, mas com descida no ranking

Ana Tavares |
Lisboa no mapa do investimento para 2018, mas com descida no ranking

 

A lista em causa é encabeçada por Berlim, Copenhaga, Frankfurt, Munique e Madrid, que compõem o top 5 das 31 cidades europeias em análise. A capital portuguesa mantém o seu interesse e atratividade pelos preços consideravelmente baixos e pelas expetativas de crescimento económico, além de o Governo ser visto como «flexível, criativo e tecnologicamente avançado», diz este relatório.

As perspetivas de investimento para Lisboa são boas, e as rendas deverão crescer em 2018, o que anima os investidores. E, se por um lado alguns dos investidores inquiridos neste estudo acreditam que é um mercado «demasiado pequeno e demasiado líquido», igual número referiu já estar a investir ou a planear entrar neste mercado, nomeadamente aumentando o seu grau de risco. Investidores que já investem em várias cidades europeias e planeiam incluir Lisboa nos próximos tempos são um exemplo mencionado no relatório da ULI.

Lisboa é apontada pelas suas oportunidades de mercado no que concerne os escritórios ou o retalho, pois os investidores podem comprar edifícios totalmente ocupados com yields de 7%. O Parque das Nações e a zona de Santos são consideradas as zonas mais atrativas. Em termos de retalho, os investidores olham para a valorização de ativos (centros comerciais) já existentes.

E, com o sobreaquecimento do mercado residencial no centro da cidade, ao qual o português comum dificilmente tem acesso, surgem oportunidades de investimento e de promoção noutras áreas de Lisboa, como atesta um dos investidores inquiridos, que garante estar atento a este fenómeno.

Certo é que, em termos gerais, o mercado imobiliário na Europa mantém-se «cauteloso mas positivo», segundo o estudo. A Europa está também a beneficiar de algum desinteresse no Reino Unido, decorrente do Brexit, e das eleições de Macron na França, que elevaram o ânimo dos investidores no país. A Alemanha, por seu lado, continua a ser o “safe haven” do Velho Continente.

A demora na subida das taxas de juro e as instabilidades geopolíticas são algumas das maiores preocupações do mercado. Alguns investidores acreditam que se possa estar a atingir o pico de crescimento deste ciclo de mercado, apesar de se continuar a ver um crescimento sólido de alguns mercados europeus.