INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO MAIS QUE DUPLICOU NO 2º TRIMESTRE

Ana Tavares |
INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO MAIS QUE DUPLICOU NO 2º TRIMESTRE

Os números da JLL revelam mais uma «performance excecional» deste período, sendo que o volume total investido no 1º semestre superou mesmo os 1.000 milhões de euros, 902 milhões dos quais dizem respeito a capital estrangeiro. Pedro Lancastre, Managing Director da JLL, destaca em comunicado que «tem sido mais um grande ano para o mercado de investimento em Portugal. O mercado teve um volume de investimento recorde no primeiro semestre e, mesmo assim, tudo indica que o melhor do ano ainda está para vir».

Isto porque «só a JLL tem em mãos mandatos para a venda de mais de €1.500 milhões de ativos imobiliários. Tendo em conta as negociações e diligências que temos em curso no âmbito destes mandatos, tudo nos leva a crer que grande parte deste volume de investimento se vá concretizar ainda no decurso do ano. Por isso, 2017 tem tudo para ser um ano histórico para o imobiliário português, superando a barreira máxima dos € 1.764 milhões atingida em 2015», diz.

Só a JLL foi responsável por negócios num volume de 288 milhões de euros, 29% do volume transacionado no semestre, quase duplicando o valor dos negócios assessorados pelo departamento de Capital Markets da consultora no total do ano de 2016. Destaque para a venda dos centros Forum Coimbra e Forum Viseu, ou  acompra do edifício Entreposto. O Managing Director da consultora completa que «estamos muito orgulhosos por contribuir para esta atividade e participar nas principais operações».

No período em análise, o retalho representou o maior volume de investimento atraído, mas a JLL destaca que o imobiliário industrial e de logística é de destacar, ao aumentar a sua quota no total investido de 3% em 2016 para 30% nos primeiros 6 meses deste ano. Para isto contribuiu em grande medida a venda do portfólio da Logicor, que envolveu um investimento de 260 milhões de euros em Portugal.

Fernando Ferreira, Head de Capital Markets da JLL, nota que «o retalho vai continuar a ser um dos principais alvos do investimento, especialmente porque é um tipo de ativo que envolve um ticket médio mais elevado e adequado à dimensão de negócio pretendida pelos investidores internacionais. Por outro lado, há uma tendência generalizada na Europa de alargar a abrangência geográfica na procura deste tipo de investimento, o que poderá beneficiar mercados mais secundários e trazer ainda mais capital para Portugal nesta área e novos investidores a estrearem-se por cá».

Este responsável completa ainda que «em geral, o mercado está ainda mais ativo do que em 2016, com maior diversidade de players e mais liquidez disponível, o que quer dizer também que as oportunidades, principalmente as prime, vão começar a escassear e a gerar muito mais competitividade junto dos compradores. Tendo em conta os negócios em pipeline e o volume de capital estrangeiro que está a selecionar o nosso mercado, vamos ver, no 2º semestre, um maior alargamento do espectro de negócios, quer em termos de localizações quer em tipo de ativo».