Imobiliário impulsiona receita fiscal de Lisboa em 2018

Ana Tavares |
Imobiliário impulsiona receita fiscal de Lisboa em 2018

 

A informação foi dada na apresentação do orçamento municipal para o próximo ano, durante a qual o vereador das Finanças, João Paulo Saraiva, explicou que a câmara acredita que o número de casas e terrenos vendidos vai continuar a aumentar, e é do pagamento de IMT que se espera a maior fatia do crescimento fiscal, mais 37 milhões de euros do que este ano, num total de 196 milhões de euros provenientes deste imposto.

Por outro lado, o IMI deverá render 116 milhões de euros, e a receita da derrama, cobrada a empresas com volume de negócios superior a 150.000 euros, também deverá crescer 28 milhões de euros, para os 84 milhões. A Câmara espera também uma receita de 6,3 milhões de euros proveniente de operações urbanísticas, grande parte das quais intervenções de reabilitação urbana. Estas previsões são, segundo o vereador, «conservadoras», tendo em conta a dinâmica da cidade.

O orçamento apresentado para o próximo ano é de 833,4 milhões de euros, mais 60 milhões que o estimado para este ano, mas é provável que acabe por superar os 1.000 milhões de euros, de acordo com o vereador, sobretudo devido à existência de uma despesa não definida de 265 milhões de euros, derivada do saldo de gerência deste ano, que só em 2018 será formalmente definido, cita o Público.

O investimento municipal vai aumentar 15% para 352 milhões de euros, 36,7 milhões dos quais destinam-se à habitação social, 67 milhões de euros para o Plano Geral de Drenagem e reabilitação do saneamento, 24 milhões para a higiene urbana e 23 milhões de euros para obras em escolas.