Iberian Property Summit reuniu mais de 150 profissionais em torno do investimento ibérico

Ana Tavares |
Iberian Property Summit reuniu mais de 150 profissionais em torno do investimento ibérico

O Iberian Property Summit ficou marcado pela presença dos principais investidores imobiliários internacionais da atualidade, incluindo a Castelake, a CBRE GI, a Blackstone, entre vários outros, bem como das principais SOCIMIS de Espanha. A primeira iniciativa dedicada ao mercado ibérico de investimento imobiliário em Londres decorreu no Hyatt Regency – The Churchill, e contou também com a participação de mais de 20 oradores de renome.

Rupert Nabarro, Conference Chairman deste evento, salientou na abertura da conferência que «nesta sala estão alguns dos principais stakeholders do setor económico e do mercado imobiliário, em particular, de Portugal e Espanha. E a verdade é que o mercado ibérico, Portugal e Espanha, não é ainda conhecido o suficiente em Londres e no mundo. Um mercado que é verdadeiramente vibrante e cheio de oportunidades», considerou. Tratam-se de dois países que «estão a recuperar de uma crise severa e a crescer exponencialmente, são neste momento mercados realmente interessantes, pelo que esta conferência surge num momento muito oportuno».

Daniel Lacalle, Economista, lembrou na sua apresentação que «nos últimos anos a economia ibérica transformou-se, e nos últimos cinco anos recupera de uma forma expressiva, apoiada por várias forças externas». Por exemplo, «uma política de abertura ao exterior das empresas», que «saíram da crise muito mais competitivas em vários aspetos». «Estamos a viver a mais saudável das recuperações, mas temos de entender os riscos» como a instabilidade política, monetária ou económica.

Na ótica do investimento, este responsável acredita que «ultrapassámos a necessidade de impulsionar a procura interna, que está consolidada, precisamos agora de estimular a procura externa» e considera que «é possível e é preciso fazer muito mais».

Nos últimos 16 anos, o mercado ibérico devolveu um retorno médio de 7%, notou Malcom Hunt, MSCI. Na mesa redonda dedicada aos retornos do imobiliário, os oradores convidados não chegaram a consenso sobre qual o setor mais atrativo: uns apostam no setor residencial e escritórios, outros o retalho e o industrial e logística. Certo é que «atualmente há competição, e há mais dinheiro», atestou Pedro Coelho, da Square AM. E as oportunidades estão à vista.

O evento teve o apoio do RICS-Royal Institution of Chartered Surveyors, da EPRA –European Public Real Estate Association, e da ULI – Urban Land Institute. A ASPRIMA – Asociacíon de Promotores Inmobiliarios de Madrid, a ACI – Asociacíon Española de Empresas de Consultoría Inmobiliário, a APFIPP – Associação Portuguesa dos Fundos de Investimento, Pensões e de Património e a APPII – Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários, também se associaram ao evento, patrocinado pela CBRE e pela Uría Menéndez.